Thiago Gagliasso diz que foi boicotado por ser de direita e não fala mais com o irmão Bruno Gagliasso

Ao Pânico, Thiago disse que não ganhava ‘nem barrinha de cereal’ após declarar apoio a Bolsonaro

  • Por Jovem Pan
  • 12/12/2019 13h54 - Atualizado em 12/12/2019 16h31
Jovem PanThiago Gagliasso foi o convidado do Pânico nesta quinta-feira (12)

Thiago Gagliasso afirmou, em entrevista ao Pânico, nesta quinta-feira (12), que sofreu boicote quando assumiu publicamente que era de direita. “Dificilmente as marcas procuram atores de direita”, disse. “Quando deu essa polarização foi bizarro, nem barrinha de cereal eu ganhava mais”, lamentou Thiago, que já foi ator e participou de “A Fazenda”. “Mas está começando a mudar. Tem marcas que procuram [atores de direita] hoje em dia.”

Agora com um cargo no governo do Rio de Janeiro, ele reconhece que as eleições de 2018 mudaram sua relação com a família. Após apoiar publicamente o presidente Jair Bolsonaro, foi cobrado pela cunhada Giovanna Ewbank e expôs a situação. “Ela não tem liberdade nenhuma para falar assim comigo. Nunca foi minha amiga, segura essa onda”, disse.

Depois da confusão com Giovanna, Thiago foi conversar com o irmão, Bruno Gagliasso, que apoiou a esposa. Com isso, a relação entre eles ficou estremecida. “Não falo mais com ele”, confessou. Porém, acha que a situação vai mudar. “Isso é momento, daqui a pouco volta”, afirmou. “Sou fã dele como ator, como irmão, fiquei amarradão com ele na Netflix.”

Apesar de ter apoiado Bolsonaro, Thiago Gagliasso confessou que não conhecia o presidente antes das eleições. “Eu não entendia nada da hashtag ‘ele não’. Ele não e quem sim?”, afirmou. Ele ainda criticou a postura do irmão. “Eu nunca vi meu irmão como um ator da ‘lacrosfera’. Ele é empresário, tem negócios, nunca vi ele posicionado dessa maneira.”

Mais envolvido com a política do que nunca, o ator não descarta disputar um cargo eletivo no futuro. “Tenho que aprender mais, entender mais”, admitiu. “Lá dentro você vê as coisas acontecendo e não acontecendo por tanta burocracia, dá agonia”, lamentou.