"Uma das minhas maiores motivações é lutar pelo UFC", diz Maurício Shogun

  • Por Jovem Pan
  • 09/09/2014 14h05
Nathália Rodrigues/Jovem Pan

Um dos maiores lutadores dos últimos tempos, Maurício Shogun, começou a treinar aos 15 anos, quando ainda morava em Curitiba, com seus pais. O convidado do Programa Pânico desta terça-feira (9) falou um pouco sobre o começo da carreira. “Meu irmão me fez começar a lutar”. Apesar disso, ele afirmou que nunca teve fama de briguento: “Eu treinava por esporte e por lazer”, e continuou: “Nunca briguei na rua”.

Ainda adolescente, Shogun começou a se interessar pelo esporte e aos 23 anos foi campeão no maior evento de MMA do mundo da época, evento que aconteceu no Japão. “Comecei a pegar gosto, comecei a lutar em campeonatos internos na academia e aos 16 anos comecei a lutar jiu-jitsu”, e “com 23 fui campeão mundial no Japão”.

Na época em que o UFC adquiriu o PRIDE, o MMA acabou se elevando para um patamar diferente e acabou crescendo nos Estados Unidos e no Brasil. “Era totalmente diferente, outro tipo de regras”. Ele ainda aproveitou para lembrar como era o PRIDE (Pride Fighting Championships) antigamente. “Era um espaço bem menor no octógono, outras regras [comparadas ao UFC]”.

Atualmente, ele diz que sua maior motivação ainda é continuar no esporte. “Hoje uma das minhas maiores motivações é lutar pelo UFC”.

Quando o assunto é o lutador Jon Jones, ele não poupa elogios ao adversário. “Eu acho que tem várias pessoas que podem vencer ele”, e completa: “Ele é um cara muito bom, muito eclético”. Sobre uma possível nova luta com Jones, ele não descarta: “Eu tenho esse sonho de poder lutar com ele de novo, então se eu vencer algumas lutas seguidas eu tenho essa oportunidade”.

Mesmo saindo machucado durante o UFC, Shogun afirma que não fica com medo dos adversários antes de entrar no octógono. “Eu acho que do adversário todo mundo tem medo. Não tenho medo de me machucar, tenho medo da derrota. Machucar faz parte, a gente se machuca todo dia no treino”, diz.

Sobre uma possível volta do colega Anderson Silva para o UFC, ele opina: “Eu acho que o Anderson é um cara que luta há muitos anos, já conquistou tudo o que tinha que conquistar”. Na sua opinião, não ter mais o cinturão tira “um peso das costas. “Acho que ele vai lutar sem cobiçar o cinturão”, conclui. 

A próxima luta de Shogun está agendada para o dia 8 de novembro contra o nigeriano Jimi Manuwa.