Papa cria grupo para estudar possibilidade de mulheres serem diaconisas

  • Por Jovem Pan
  • 03/08/2016 09h36
ANG01 ROMA (ITALIA) 26/05/2016.- El papa Francisco celebra una misa con motivo del Corpus Christi en la basílica romana de San Juan de Letrán en Roma, Italia hoy, 26 de mayo de 2016. El papa Francisco alabó hoy a los cristianos que "se han desvivido para defender la dignidad de todos, especialmente de los más pobres, marginados y discriminados". EFE/Angelo CarconiPapa Francisco - EFE

Papa Francisco cria grupo para estudar a hipótese de mulheres assumirem o papel de diaconisas, reduzindo diferenças na Igreja Católica. O anúncio da formação dessa comissão foi feito nesta terça-feira (02) e pode significar mudança histórica para a instituição.

O diaconato é o grau anterior ao sacerdócio na hierarquia do catolicismo e tem a autorização, inclusive, para celebração de batizados e casamentos. No entanto, os diáconos são proibidos de consagrar a Eucaristia, ouvir confissões e realizar a unção dos enfermos.

O Vaticano não anunciou quando a comissão vai iniciar os trabalhos, nem a data em que os resultados serão apresentados.

A professora de Teologia da PUC do Rio de Janeiro, Maria Clara Bingemer, explicou por que ainda existe resistência quanto ao tema na Igreja Católica. “Só os homens é que poderiam ser outros Cristos, porque Cristo era homem. E o argumento de ransição é que Jesus poderia ter ordenado mulheres e não fez. Apóstolos poderiam ter ordenado mulheres e não o fizeram. Acho que o argumento não se sustenta, porque Jesus não ordenou ninguém, nem homens e nem mulheres”, disse.

A comissão que vai discutir a questão será composta por 13 pessoas, entre padres, religiosos e acadêmicos.

Especialista em Direito Canônico, o padre Denilson Geraldo disse ao repórter Anderson Costa que o tema mostra a importância que o Papa quer dar ao diaconato: “nossa comunidade, os pobres nunca podem estar desprotegidos. A atenção que o Papa tem com os pobres advém daí. O ministério não para si, mas para o outro”.

Em maio, o Papa Francisco já tinha se pronunciado favorável ao aumento da participação feminina na Igreja Católica. No entanto, assim como os antecessores, ele reafirmou não acreditar que a mulher possa um dia cumprir o papel do padre.