Para cobrir rombo, funcionários da Petrobras não aceitam pagar contribuição extra

  • Por Jovem Pan
  • 25/06/2016 10h43
Petrobras

Os funcionários da Petrobras não aceitaram pagar contribuição extra para cobrir o rombo do principal fundo de pensão da estatal. A Petros fechou 2015 com um déficit de R$ 22,5 bilhões.

A própria companhia e os aposentados devem ser taxados como forma de amenizar os prejuízos.

Os conselheiros ameaçam ir à Justiça contestar a gestão por não cobrar da Petrobras dívidas que reduziriam o rombo.

O debate, no entanto, deve se arrastar até as próximas reuniões com representantes do fundo.

O diretor jurídico da Associação Nacional dos Participantes da Petros, Paulo Brandão, disse ao repórter Thiago Uberreich que o pagamento extra é irregular: “não se deve cobrar contribuição dos participantes enquanto existe débitos da patrocinadora comprando”.

Brandão afirmou ainda que os recursos foram mal geridos e não forma apenas fruto de corrupção.

O senador Paulo Bauer, integrante da CPI dos Fundos de Pensão, avaliou que só com o fim das indicações políticas os problemas serão revertidos: “nós queremos encerrar essa fase mudando a forma de gestão dos fundos”

O tucano lembrou ainda que, no caso dos Correios, existe uma contribuição extra para os trabalhadores garantirem aposentadoria.

O rombo de R$ 22,5 bilhões é do Plano Petros do Sistema Petrobras, o mais antigo, com 76 mil participantes.

Operação Recomeço

Nesta sexta-feira (24), A Polícia Federal deflagrou a operação Recomeço que apura fraudes nos fundos de pensão.

No total, foram sete mandados de prisão, além de buscas em São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília.

Os investigadores apuram a compra de R$ 100 milhões em debêntures, títulos mobiliários do Grupo Galileo. O negócio teria sido fechado com recursos de fundos de pensão da Petrobras e dos Correios.