Para especialistas, preocupação com zika nas Olimpíadas não se justifica

  • Por Jovem Pan
  • 10/02/2016 10h59
Combate à dengue é intensificado no Carnaval Agentes da Prefeitura realizam a nebulização de larvicida em 80 pontos próximos a locais de aglomeração de foliões. 3.200 áreas críticas são monitoradas pela Saúde desde outubroCombate ao Aedes aegypti

 Uma reunião ministerial convocada pela presidente Dilma Rousseff discutirá nesta quarta-feira (10/02) novas ações de combate ao mosquito Aedes aegypti. O encontro ocorre após o Quênia considerar a hipótese de não enviar atletas aos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro devido ao medo do zika vírus. O Comitê Olímpico dos Estados Unidos também teria feito a sugestão, mas uma nota oficial da entidade negou que essa orientação tenha sido feita.

Para o doutor em virologia da Universidade Federal da Bahia, Gúbio Soares, um dos primeiros a identificar o zika no país, a preocupação não se justifica: “A tendência é diminuir a quantidade de mosquitos significativamente. O governo já vem tomando medidas no combate às larvas dos mosquitos, o que também vai ajudar a diminuir”.

Em entrevista a Carolina Ercolin, o infectologista da Unifesp, Ricardo Diaz, também não vê motivos para alarde. Segundo o pesquisador, os atletas irão encontrar um cenário diferente, inclusive, quanto aos estudos sobre o zika vírus: “A maior parte dos países nos próximos meses vai entender que essa ameaça talvez seja previsível e que muita coisa que tem se dito ainda precisa de confirmação”.

Autoridades brasileiras insistem que não há risco para atletas e espectadores, exceto mulheres grávidas, no período dos Jogos Olímpicos. Mas o medo do zika vírus já está se espalhando pelo mundo e pode prejudicar a Olimpíada e o turismo no Rio de Janeiro.

A goleira norte-americana Hope Solo afirmou que não iria para a Cidade Maravilhosa se os Jogos começassem agora. A epidemia vem causando uma onda de cancelamento de pacotes, o que já preocupa a Embratur, órgão responsável pelo marketing do turismo do Brasil.