Para evitar crise hídrica, Sabesp propõe “poupança” na operação do Cantareira

  • Por Jovem Pan
  • 03/08/2016 07h14
O Governador Geraldo Alckmin aciono o sistema de bombas que dará início à captação de água da reserva técnica do Sistema Cantareira. Com o início da operação dos equipamentos, na represa Jaguari/Jacareí, as águas que estão abaixo do ponto de captação serão bombeadas para a estação de tratamento Guaraú, para atender à demanda da população da Região Metropolitana de São Paulo.Data: 15/05/2014. Local: Joanopolis/SP. Foto: Vagner Campos/A2 FOTOGRAFIASistema Cantareira (Fotos Públicas)

A Sabesp propõe criar uma “poupança” na operação do Sistema Cantareira com o objetivo de evitar futura crise hídrica. A ideia é que toda a água que entrar nas represas seja dividido entre a Grande São Paulo e a região de Campinas, e que o volume não utilizado se transforme em um banco para uso em momentos de necessidade.

A proporção é de 86% para a bacia Alto Tietê, da região da Grande São Paulo e 14% para a área da da bacia dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundiaí (PCJ), que dependem do Cantareira. O que não for usado dessa quantia é transformado em crédito, para ser usado sem necessitar reduzir a captação.

Benedito Braga, secretário estadual de Recursos Hídricos, em evento sobre os desafios enfrentados pela crise hídrica, no Instituto de Engenharia, nesta terça-feira (02), falou aos jornalistas sobre a proposta.

“De acordo com essa proposta da Sabesp seram incentivados a tirar, em dado momento, exatamente aquilo que precisam. Nem uma gota a mais. Porque, dessa maneira, se você pega a água que entra e divide e tira só um pouco, aquela água que era destinada a você fica armazenada. É como ter uma poupança no banco”, explicou.

A proposta foi levantada na semana passada e passará por análise da Agência Nacional de Águas (ANA) e Departamento de Águas e Energia Elétrica (DAEE).

O secretário Benedito Braga disse ainda que essa é uma das propostas e tudo passará por análises e discussões até maio de 2017. Esse é o prazo limite para a renovação da outorga do sistema Cantareira.

Braga também falou sobre o que foi possível aprender com a crise hídrica de 2014, tema do evento no Instituto de Engenharia. “Fundamentalmente foram esses dois elemtnos. A engenharia para aumentar a segurança com a interligação dos sistemas e os instrumentos econômicos para incentivar a população a economizar água”.

Nos próximos passos, estão elencadas ações de conscientização para economia de consumo independente da situação de abastecimento.

Atualmente, de acordo com o titular da pasta de recursos hídricos, é mantido patamar de 20% de economia frente a períodos anteriores.

*Informações do repórter Fernando Martins