Para ministro, greve dos caminhoneiros “não é de interesse da categoria”

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2015 09h34
Edinho Silva

 Convocados pelo Comando Nacional do Transporte, caminhoneiros em greve querem alta do frete, são contra o governo e queixam da alta dos impostos e dos combustíveis.

Para o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, a paralisação não é de interesse da categoria. Ele destacou ainda que a greve tem cunho político: “Ela atinge pontualmente algumas regiões do país, não busca as melhorias da categoria, apenas o desgaste de um governo”.

E o ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, determinou à Polícia Rodoviária Federal a aplicação de multas de R$1.915 a quem fechar as estradas. Ele acrescenta que o policiamento nas estradas poderá usar a força necessária para desobstruir as pistas de rolamento: “Fechar uma estrada é algo que efetivamente não se aceita em um estado de direito, em uma democracia. Temos absoluta clareza que este movimento, por essa característica política, tem tido baixa adesão por parte dos caminhoneiros em geral”.

A greve não tem apoio total dos caminhoneiros e a Confederação Nacional dos Transportes Autônomos não concorda com a mobilização. O presidente da entidade, Diumar Bueno, afirma que os manifestantes não representam a categoria: “São pessoas alheias à representação e ao conhecimento dos próprios caminhoneiros. Para inclusive ter um caráter legal, a greve deveria ser composta por uma pauta de reinvindicação, por uma assembleia, mas essa tem a prerrogativa de aprovar ou não uma greve nacional de uma categoria”.

Estradas foram bloqueadas no Rio Grande do Norte, Pernambuco, Ceará, Bahia, Espírito Santo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Tocantins, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.