Pecuarista José Carlos Bumlai, amigo de Lula, é preso em nova fase da Lava Jato

  • Por Jovem Pan
  • 24/11/2015 08h56
Polícia Federal

O pecuarista José Carlos Bumlai foi preso preventivamente na manhã desta terça-feira (24) durante a 21ª fase da Operação Lava Jato, batizada de “Passe Livre”. Bumlai era famoso por ter acesso livre ao Palácio do Planalto durante parte do governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O pecuarista está sendo levado para a Superintendência da PF, em Curitiba, onde cumprirá a prisão preventiva, que não tem data para vencer.

Bumlai estava hospedado em um hotel de Brasília e prestaria ainda nesta terça (24), às 14h30, depoimento à CPI do BNDES na Câmara.

Além da prisão de Bumlai, a Lava Jato cumpre nesta terça 25 mandados judiciais de busca e apreensão, 6 mandados de condução coercitiva (quando o investigado é levado à força para prestar esclarecimentos). A operação é realizada nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul e Distrito Federal.

A Operação Passe Livre investiga indícios de fraude em licitação na contratação de navio sonda pela Petrobras. Segundo a PF, “complexas medidas de engenharia financeira foram utilizadas pelos investigados com o objetivo de ocultar a real destinação dos valores indevidos pagos a agentes públicos e diretores da estatal”.

Participam da operação, 140 policiais federais e 23 auditores fiscais. Os investigados nesta fase responderão pela prática dos crimes de fraudes a licitação, falsidade ideológica, falsificação de documentos, corrupção ativa e passiva, tráfico de influência e lavagem de dinheiro.

As decisões do juiz Sérgio Moro, da 13ª vara federal de Curitiba tem gerado muita polêmica no meio jurídico. Ouça a discussão com Joseval Peixoto, formado pela Faculdade de Direito do Largo São Francisco (USP), e o comentarista e historiador Marco Antonio Villa no áudio acima.

Delação

O delator premiado Fernando Baiano, baiano e operador do PMDB e outros agentes dos desvios na Petrobras, disse que passou R$ 2 milhões para Bumlai, valor que seria para pagar dívida da nora do ex-presidente Lula.

O pecuarista é investigado por suposto tráfico de influência e favorecimento em contratos com o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES).

Com informações da Agência Brasil