PF deflagra 36ª fase da Lava Jato, denominada de “Operação Dragão”

  • Por Jovem Pan
  • 10/11/2016 06h57
Rio de Janeiro - A Polícia Federal e a Receita Federal deflagraram nesta manhã os trabalhos da 30ª fase da Operação Lava Jato, a operação Vício. Na foto carros da Polícia Federal chegam com malotes e computadores na sede da polícia, região portuária do Rio (Tânia Rêgo/Agência Brasil)Polícia Federal - AGBR

A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira (10) a 36ª fase da Operação Lava Jato denominada de Operação Dragão.

São cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 16 de busca e apreensão e dois de prisão preventiva. O lobista Adir Assad, já preso em Curitiba, teve um novo mandado de prisão expedido.

O empresário e Rodrigo Tacla Duran, operadores financeiros especializados em lavagem de capitais de grandes empreiteiras envolvidas na Lava Jato, são os dois principais alvos da operação.

Rodrigo Tacla Duran, no entanto, está no exterior e ainda não foi preso.

Os mandados são cumpridos em cidades do Paraná, São Paulo e Ceará: Jaguaruana (CE), São Paulo, Barueri (SP), Santana do Parnaíba (SP), Curitiba, e Londrina (PR).

De acordo com a PF, a 36ª fase investiga dois operadores financeiros responsáveis pela movimentação de recursos de origem ilegal entre empreiteiras e empresas sediadas no País com executivos e funcionários da Petrobras.

Os crimes investigados são corrupção, manutenção não declarada de valores no exterior e lavagem de dinheiro.

O nome “Operação Dragão” faz referência aos registros na contabilidade de um dos investigados que chamava deste moddo os negócios fechados com o grupo criminoso.

Segundo o Ministério Público Federal, foram encontradas “diversas evidências de que os operadores utilizaram-se de mecanismos sofisticados de lavagem de dinheiro, entre os quais o uso de contas bancárias em nome de offshores no exterior, a interposição de empresas de fachada e a celebração de contratos falsos”.

O MPF afirmou que Rodrigo Tacla Duran foi responsável por “lavar dezenas de milhões de reais por intermédio de pessoas jurídicas por ele controladas. Diversos envolvidos no caso valeram-se dessas empresas a fim de gerar recursos para realizar pagamentos de propina, como a UTC Engenharia e a Mendes Júnior Trading Engenharia, que repassaram, respectivamente, R$ 9.104.000,00 e R$ 25.500.000,00 ao operador financeiro entre 2011 e 2013”.

As investigações apontam ainda que Assad, por meio d etransferências mantidas por suas empresas no Brasil, repassou o montante de R$ 24.310.320,37 para Rodrigo Tacla Duran. “No mesmo sentido, empresas ligadas a outro operador, Ivan Orefice Carratu, pessoa ligada a Duran, receberam de Adir Assad a quantia de R$ 2.905.760,10”, diz nota do MPF.

35ª fase

A Operação Omertà, 35ª fase da Operação Lava Jato, foi deflagrada no dia 26 de setembro e teve como principal alvo o ex-ministro Antonio Palocci.

Ele foi preso pela PF, investigado por suas relações com a Odebrecht. Segudno delegado da Polícia Federal, Palocci tinha uma conta-corrente de propina com a empreiteira investigada na Lava Jato.

Nesta fase foram expedidos 45 mandados judiciais, sendo 27 de busca e apreensão, três de prisão temporária e 15 de condução coercitiva. A operação ocorreu em São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Bahia, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e no Distrito Federal.