Pingo Final: Dilma e PT dão a maior força para protestos em 16 de agosto

  • Por Jovem Pan
  • 27/07/2015 09h36
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BRASÍLIA,DF,06.07.2015:DILMA-LEI-INCLUSÃO-PESSOA-DEFICIÊNCIA - A Presidente da República, Dilma Rousseff durante cerimônia de Sanção da Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência, no Palácio do Planalto, em Brasília (DF), nesta segunda-feira (06). A presidente do Brasil, Dilma Rousseff, O ministro da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência, Pepe Vargas e a ministra da Secretaria de Políticas para as Mulheres da Presidência, Eleonora Menicucci estiveram presentes. (Foto: Charles Sholl/Futura Press/Folhapress) Futura Press/Folhapress Dilma

Meu pingo final vai para os protestos contra o governo Dilma. Há vários movimentos convocando protestos país afora no dia 16 de agosto, em favor do impeachment da presidente Dilma. Os mais conhecidos são o “Vem Pra Rua”, o “Movimento Brasil Livre” e o “Revoltados Online”. Todos eles têm hoje uma presença muito forte nas mobilizações de rua e nas redes sociais.

Mas, como negar?, há duas outras forças que colaboram enormemente para levar os possíveis milhões às ruas no dia 16: o governo Dilma e o PT.

O partido decidiu que, antes da manifestação do dia 16 de agosto, vai realizar pequenos atos em defesa da gestão Dilma e da legenda. A gente já conhece a estética da turma (as bandeiras vermelhas, amplamente minoritárias no país), a sua ética (uma graninha e um lanchinho) e a sua tese: o impeachment, que está na lei e na Constituição, é golpe.

Além de mobilizar pouca gente, os esquerdistas costumam tomar as vias públicas em dias úteis e em horário de expediente — afinal, eles podem, já que estão pendurados em alguma sinecura estatal ou sindical. Resultado: irritam os indivíduos comuns, cuja bandeira, havendo uma, é a do Brasil. Vale dizer: esses miniprotestos ajudarão a turbinar a manifestação contra Dilma e contra o PT no dia 16 de agosto.

A própria gênia da raça dará uma forcinha. No dia 6, ela vai aparecer no horário político do PT, o que certamente renderá um melodioso panelaço no país e servirá de convocação para o protesto anti-Dilma, dez dias depois.

A mulher é do tipo que não aprende com a experiência: a maior manifestação política da história do país, a do dia 15 de março, foi antecedida de um pronunciamento oficial da governanta, em rede de rádio e TV, por ocasião do Dia da Mulher, feito no dia 8. Dilma usou o tempo para falar bem do seu governo. Na semana seguinte, mais de dois milhões (citando a estimativa mais modesta) marchavam contra ela.

É isso aí, companheiros! Ajudem a colorir o país de verde-amarelo no dia 16 de agosto.

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