Polícia conclui que pai matou filha de 4 anos por sufocamento

  • Por Jovem Pan
  • 17/12/2015 07h55
SÃO PAULO, SP - 16.12.2015: DRA SATO FALA SOBRE CASO SOPHIA NO DHPP - Carta da familia da vitima deixada a imprensa. Dra Ana Paula, fala em coletiva de imprensa, sobre resultado do laudo no caso Sophia no DHPP (Delegacia Estadual de Homicídios e Proteção a Pessoa). (Foto: Aloisio Mauricio /Fotoarena/Folhapress) ORG XMIT: 1048012Caso Sophia

 Polícia conclui que pai matou filha de 4 anos por sufocamento na Zona Sul de São Paulo, mas autor insiste que a criança se acidentou com um saco plástico. Ricardo Najjar, de 23 anos, foi indiciado por homicídio doloso duplamente qualificado, por meio cruel e insidioso, ou seja, traiçoeiro.

Laudos da polícia apontam que a menina Sophia tinha 21 hematomas pelo corpo, um sangramento no ouvido e que a morte ocorreu por asfixia.

Em depoimento à polícia, Ricardo Najjar, afirmou que encontrou a filha já com um saco na cabeça e que preferiu não retirá-lo completamente. Ricardo Najjar foi ouvido duas vezes pela polícia, no dia do crime (02/12), e na quarta-feira (16/12), antes de ser indiciado.

Falando a Tiago Muniz, a delegada Ana Paula Aparecida Garcia Rodrigues afirma que as agressões ocorreram por razão ainda desconhecida: “A criança, por algum momento, deve ter aborrecido ele. A gente já tinha um traço do perfil de que quando ele é contrariado, ele esboça aquela reação agressiva, então algo aconteceu naquele momento que fez com que ele incialmente desse o tapa na orelha dela, e aí começa a ocasionar todo o processo de agressão”.

A Polícia Civil recorreu a modelos computadorizados e a um molde da cabeça da menina para verificar se havia a possibilidade de sufocamento acidental. A diretora do DHPP, delegada Elisabete Sato, é enfática ao destacar que a versão de Ricardo Najjar para o crime é “impossível”: “Impossível como foi a primeira versão dele, querer dizer para nós, ou ousar dizer, que uma menina de 4 anos se suicidou. Isso é impossível. Ou dizer que ocorreu um acidente”.

A Polícia não encontrou sinais de abuso sexual e está descartado o envolvimento da namorada de Ricardo ou da irmã dela no crime. O inquérito já foi entregue ao Ministério Público para que a denúncia contra Ricardo seja oferecida e a prisão temporária ser transformada em preventiva.