Polícia faz reconstituição da morte de menino no Morumbi

  • Por Jovem Pan
  • 20/06/2016 08h55
Câmera de segurança

 A Polícia Civil fez a reconstituição da morte de menino de 10 anos após furto de carro no Morumbi, sem a participação do amigo que sobreviveu a ação. Os seis PMs que atuaram na noite do crime compareceram à simulação que foi conduzida por peritos da Polícia Técnico-Científica, neste domingo (19).

A reconstituição durou três horas e teve início no prédio em que o veículo foi furtado pelos dois meninos na noite do último dia dois de junho. Os investigadores querem saber se os policiais tinham conhecimento se o carro era dirigido por uma criança e se houve ou não a troca de tiros. Na ocasião, o menino de 10 anos foi morto com um tiro na cabeça. Em uma de suas versões, o amigo disse que eles estavam desarmados.

O advogado dos policiais militares, Marcos Manteiga, que acompanhou a reconstituição, contou à repórter Cris Santos quais os próximos passos: “Aguardar as respostas dos laudos do Dr. Norberto, que irá analisar e se tiver dúvidas vai questionar. Inclusive, pedir uma perícia mais minuciosa da luva do garoto”.

Para o ouvidor-geral das Polícias de São Paulo, Júlio César Fernandes Neves, a reconstituição é importante para a busca da verdade dos fatos. Ele disse ao repórter Anderson Costa que uma nova oitiva do menino de 11 anos seria necessária para a elucidação do caso: “Lá na corregedoria e na Polícia Militar ele deixou claro que não havia ocorrido disparo. Ele tem que ser ouvido novamente, com gente preparada, adequada, para ouvi-lo, que seria um psicólogo e em um lugar adequado. Esse é o pleito da ouvidoria”.

O menino de 11 anos deixou São Paulo com a família por ter sido incluído no Programa de Proteção à Criança e Adolescentes Ameaçados de Morte. Um perito interpretou o garoto durante a reprodução simulada e moradores da região fizeram uma manifestação de apoio aos PMs na Rua José Ramon Urtiza.