Por conta de crise econômica, prefeitos desistem de tentar reeleição

  • Por Jovem Pan
  • 04/07/2016 08h10
Urna Eletrônica

Prefeitos desistem de tentar a reeleição em outubro por causa da crise econômica e da descrença na política. A dificuldade de financiamento das campanhas é apontada como um dos grandes desafios para a votação deste ano.

A possibilidade de um político ficar mais quatro anos em cargo majoritário existe desde 1997 e, pelo menos, 60% dos gestores costumam concorrer.

O prefeito de Florianópolis, César Souza Júnior (PSD) se disse contra a reeleição. “Não é uma decisão comum, mas a gravidade do momento exige decisões e ações diferente do que era considerado comum e esperado. A reeleição é um dos grandes males da nossa democracia”, afirmou.

César Souza Júnior é o único prefeito de capital do País, apto a disputar a reeleição, que não deve concorrer.

Alexandre Kireeff (PSD-PR), de Londrina, avisou que não pretende ficar no cargo por mais quatro anos: “eu acredito que um novo nome possa dar um ar de dinamismo e acelerada. Porque esse é o caminho”.

Além das razões políticas, como a apontada pelo prefeito de Londrina, os gestores de cidades pequenas são os que mais sofrem com a falta de recursos.

Falando ao repórter Thiago Uberreich, Claudevane Leite (PRB-BA), de Itabuna, reconheceu que falta dinheiro para tentar a reeleição. “Essa decisão minha de não sair é pessoal e volto a dizer que o quadro econômico que o País atravessa, não vejo nem a médio prazo uma solução”, disse.

Leite destacou ainda que precisaria de R$ 5 milhões para disputar a reeleição.

O cientista político da Tendências Consultoria, Rafael Cortez, analisou que o fim das campanhas caras pode atrair novos nomes à vida pública.

“Justamente esse custo elevado que contribui para que a gente tenha baixa rotatividade no universo político. Agora, as eleições municipais, serão bastante salutares nesse sentido”, explicou.

Cortez ressaltou que as campanhas em 2016 serão mais baratas na comparação com as últimas corridas eleitorais. Os prefeitos de Caxias do Sul e de Pelotas, duas cidades gaúchas, também já anunciaram que não vão tentar um novo mandato.