Possível relatora do Senado considera positiva a rejeição do PT ao seu nome

  • Por Jovem Pan
  • 19/04/2016 08h37
Plenário do Senado Federal durante sessão não deliberativa. À mesa, senadora Ana Amélia (PP-RS) preside sessão. Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoSenadora Ana Amélia

 Cotada para ser relatora do processo de impeachment no Senado, Ana Amélia (PP-RS) dá a entender em entrevista à Jovem Pan que, se for escolhida, irá assumir a função: “No Rio Grande, gaúcho não foge da raia. (…) Só o fato de lembrarem do meu nome já para mim é uma honra, sou uma senadora de primeiro mandato, já considero positivo, como também considero positiva a rejeição que o PT faz ao meu nome”.

Ana Amélia alega que será um peso grande elaborar o relatório, com pressões dentro e fora da Câmara, mas garante que fará um trabalho consistente: “Tem uma consultoria jurídica de alta qualidade para ajudar a compor o relatório, que vai ter um peso maior do que na Câmara por seu um julgamento. Teremos um tribunal político presidio por Lewandowski. (…) O compromisso de produzir um relatório consistente e que tenha credibilidade é muito grande”.

A senadora também comentou as ameaças que recebeu no seu celular pessoal na véspera da votação no Congresso, realizada no domingo (18), possivelmente por ter sido confundida com uma deputada. Ela recebeu mensagens de prefixos de várias cidades, chamando-a de golpista. Na quinta-feira ela fez um pronunciamento: “Ameaças virtuais não podem se transformar em ameaças reais”. Por outro lado, Ana Amélia elogia a postura dos brasileiros que se manifestaram nas ruas: “Para mim, o resultado mais importante desse processo foi o tom pacífico e a maturidade de quem for para a rua lado a lado, bandeira vermelha e bandeira verde e amarela, sem agressão”.

Ana Amélia espera que a resolução seja a mais rápida possível, para que o Brasil possa superar a crie: “Nós precisamos virar essa página. (…) O Brasil não pode suportar mais 10 milhões de trabalhadores fragilizados pelo processo econômico”.