PSDB e PSB adotam “basta apoiar não precisa participar”, em relação a Temer

  • Por Jovem Pan
  • 26/04/2016 09h56
Senador José Serra (PSDB-SP)

 O lema “basta apoiar não precisa participar” vira um mantra entre legendas como PSDB e PSB em relação ao eventual governo de Michel Temer. Os tucanos, por exemplo, vão fazer consulta aos filiados na internet para saber a posição sobre ocupar cargos em ministérios ou estatais. No entanto, as costuras promovidas pelo senador José Serra, cotado para a Fazenda ou Planejamento, irritaram Geraldo Alckmin.

O governador de São Paulo volta a afirmar que o PSDB não se interessa por negociar vagas: “Nós temos responsabilidade de ajudar, é um momento difícil do País, precisa ter reformas macro, recuperar a economia, recuperar o emprego, a confiança. É nosso dever apoiar, mas não precisamos ter nem pastas, nem cargos para poder fazer isso”. A posição de Alckmin revela a divisão dentro do PSDB.

O deputado Carlos Sampaio, vice-presidente Nacional do partido, avalia que os tucanos são protagonistas e não vê problemas em oferecer nomes: “O PSDB não pode se furtar a esse compromisso, de contribuir com o País, mesmo que tenha que ceder nomes, afinal o PSDB tem quadros, se o Brasil precisar desses quadros para sair desse caos, minha opinião, como deputado federal e não como vice-presidente nacional do PSDB, é que nós temos que ajudar”. Carlos Sampaio se reúne nesta terça-feira (26) com o presidente Nacional do PSDB, Aécio Neves, para definir posição única.

Já o Partido Socialista Brasileiro vai decidir na quinta-feira qual direcionamento tomar sobre oferta de cargos em ministérios. A sigla tem 33 deputados federais e 7 senadores e dará apoio ao vice da República.

O presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, indica a Thiago Uberreich que conseguir vagas no governo de Michel Temer não está entre as prioridades: “Nós somos o único o partido que teve cargos e é só vermos, no governo Dilma, três anos atrás, e todas às vezes fomos instados a retornar ao governo com cargos e rejeitamos essa possibilidade”. A posição do PSB de Carlos Siqueira é mais clara do que a de legendas consideradas de “centro”.

O PSD, de Gilberto Kassab, e o Partido Progressista, de Ciro Nogueira, nem mesmo sabem se apoiariam um governo de Michel Temer.