Rebelião termina com dois detentos mortos em São José dos Campos

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2016 12h47
SP - REBELIÃO/PRESÍDIO/SÃO JOSÉ DOS CAMPOS - GERAL - Presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Putim, em São José dos Campos, deram início a uma rebelião na manhã desta quinta-feira (26). Policiais estão dentro da unidade para tentar conter o motim e evitar fugas. Um agente penitenciário é refém dos detentos. Informações preliminares da polícia dão conta de que a rebelião começou por volta das 8h. 26/05/2016 - Foto: NILTON CARDIN/ESTADÃO CONTEÚDO NILTON CARDIN/ESTADÃO CONTEÚDO Parentes de presos do Centro de Detenção Provisória (CDP) do Putim

 Dois presos foram encontrados mortos após rebelião no Centro de Detenção Provisória do Putim, em São José dos Campos. O motim teve início nesta quinta-feira (26), durou 10 horas e um agente penitenciário de 30 anos foi feito refém, mas não se feriu. Os detentos mortos foram avistados em uma varredura da polícia e do Grupo de Intervenção Rápida CDP.

De acordo com informações, os detentos mortos seriam da “ala do seguro”, local onde normalmente ficam abrigados presos que cometeram crimes graves. A circunstância das mortes não foi informada pela Secretaria da Administração Penitenciária.

O CDP de São José dos Campos está superlotado: tem capacidade para 525 detentos e abriga atualmente 1.172. Os detentos destruíram celas, fizeram buracos nas paredes e queimaram colchões durante o motim. Eles reivindicam melhorias na refeição oferecida, reclamam da suposta ausência de critérios para a transferência de presos, da superlotação e do tratamento aos visitantes. A Secretaria de Administração Penitenciária nega os problemas.

Centro de Detenção Provisória do Putim, superlotado (reprodução/Google Maps)

A rebelião terminou depois que a juíza Sueli Zeraik, da Vara de Execuções Criminais, foi à unidade e teria se comprometido à analisar os pedidos e dar um retorno às demandas dos internos.

Reportagem: Fernando Martins