Reforma do Ensino Médio ainda pode incluir História e Geografia entre as matérias obrigatórias

  • Por Jovem Pan
  • 21/03/2017 09h14

O Sisu seleciona os estudantes com base na nota no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

Sala de aula - Ag. Brasil

O texto da lei da Reforma do Ensino Médio, sancionado no mês passado pelo presidente Michel Temer, deixou de fora da lista de disciplinas obrigatórias História e Geografia. Um erro na opinião de especialistas.

E essa é uma das principais polêmicas da flexibilização do conteúdo que será ensinado aos alunos brasileiros ao longo dos três anos do ciclo.

Mas a superintendente do Centro de Estudos e Pesquisas em Educação e Cultura, Anna Helena Altenfelder, entende que o quadro pode ser revertido em outro contexto da reforma na Base Nacional Comum Curricular, que ainda está sendo elaborada pelo MEC.

A Base, que já está na terceira versão, definirá 60% do conteúdo que será ensinado nas escolas do País. Os 40% restantes serão optativos conforme a oferta do colégio e o interesse do aluno.

Na nova lei, apenas Matemática, Português e Inglês eram classificados pilares. Mas também entraram no finzinho da tramitação no Congresso, em uma revisão dos parlamentares, Educação Física, Arte, Sociologia e Filosofia.

A ausência de História e Geografia foi considerada um erro até pelo presidente da comissão do Conselho Nacional de Educação, que terá de aprovar o texto da Base Nacional.

Cesar Callegari garantiu que as disciplinas serão valorizadas no CNE se o MEC falhar.

Mas até ser incluída de fato, muitas incertezas movimentam o mundo acadêmico.

A Associação Nacional de História cobra uma clara definição da matéria como componente obrigatório no ensino médio. O coro é engrossado pelo historiador da Universidade Federal Fluminense, Ronaldo Vainfas.

Além disso, o professor teme pelo conteúdo que será apresentado já que, até agora, as versões provisórias da Base trouxeram abordagens muito defasadas.

Agora, o Ministério da Educação trabalha na terceira versão do texto, que tem previsão de ser enviado ao Conselho Nacional em dezembro.

O órgão, então, precisa aprová-lo e devolvê-lo ao MEC, que homologa a Base e passa a demanda aos estados.

Daí, começa a valer o prazo de 1 ano e meio para a implementação das mudanças. Um longo caminho até 2019.

Confira a reportagem completa de Carolina Ercolin: