Relator da comissão do impeachment prevê votação plenária em um mês

  • Por Jovem Pan
  • 23/03/2016 08h42
Brasília - O relator da Comissão Especial do Impeachment da presidente Dilma, deputado Jovair Arantes, durante reunião para definir o roteiro de trabalho (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil) Fabio Rodrigues Pozzebom / Agência Brasil Jovair Arantes

 Com três sessões já realizadas e sete restantes para que a presidente Dilma Rousseff apresente sua defesa, a Comissão Especial de Impeachment promete que em aproximadamente um mês a votação já terá sido realizada no plenário, como afirma o relator Jovair Arantes (PDT-GO): “Vamos cumprir o prazo estabelecido pelo STF. Eles estabeleceram o rito e nós não podemos contrariar. Certo ou errado nós vamos cumprir. Vamos entregar no prazo para que o plenário (da comissão), aprove o relatório e depois vai para o plenário central, e lá 513 deputados vão definir a aprovação ou não desse relatório. No máximo vai acontecer entre 20/04 e 25/04”. Em entrevista à Jovem Pan, Jovair Arantes também falou que a votação com todos os membros da Câmara dos Deputados ocorrerá em apenas uma sessão e que a presidente precisa de 172 votos para que o processo não seja aprovado.

O deputado explica que o foco das próximas reuniões da Comissão será na denúncia dos advogados Hélio Bicudo, Miguel Reale Junior e Janaína Paschoal. Jovair Arantes afirma que ele não deve incluri novas denúncias, como as que estão presentes na delação de Delcídio Amaral, porque isso poderia desqualificar o seu relatório: “Segunda-feira daremos sequência nas reuniões e vamos ouvir os advogados que fizeram a denúncia. (…) Eu como relator tenho que me ater à denúncia feita pelos advogados, não posso sob pena de anular meu relatório, ou ele ser questionado judicialmente, se apresentar novas provas, novos ingredientes que não estão nos autos”.

Sobre as possíveis tentativas do governo e da base aliada para travar o processo, Jovair Arantes garante que, com o processo já em tramitação, as ações não devem atrapalhar o prazo: “Faz parte do jogo, aliados da presidente estão tentando protelar. Mas por conta de 2 ou 3 dias não vai causar embaraço para a comissão”.