Renan Calheiros sinaliza votação da meta fiscal nesta terça

  • Por Jovem Pan
  • 23/05/2016 09h26
dinheiro

 Após anunciar rombo de R$170 bilhões nas contas públicas, governo precisa aprovar a redução da meta fiscal de 2016 no Congresso. O presidente do Senado, Renan Calheiros, sinalizou que o projeto será votado nesta terça-feira (24) no plenário, sem passar pela Comissão Mista de Orçamento.

Se a mudança não for aprovada até o fim do mês, Michel Temer terá que fazer cortes no Orçamento, podendo causar paralisia na máquina pública e serviços.

A revisão da meta fiscal tem o apoio do presidente do Senado, Renan Calheiros, que defende uma análise transparente das contas públicas: “Tem que colocar tudo, para que tenhamos uma redução real, verdadeira e, a partir daí, definir políticas públicas para cada setor, para a retomada do investimento”.

O senador Humberto Costa, do PT, diz a Carolina Ercolin que há dezenas de vetos presidenciais na fila e quer analisar as justificativas do governo: “Queremos conhecer exatamente as razões, as justificativas e os números apresentados pelo governo interino para justificar esse incremento da meta de superávit em relação à meta que foi proposta pelo governo Dilma. Pode estar colocando aí, na verdade, uma intenção por parte do governo interino, de ter de certa forma um cheque em branco para poder fazer uma série de gastos, movimentações financeiras e orçamentárias, o que não seria algo recomendável”.

Para o economista Cláudio Frischtak, mais difícil que aprovar o texto no Congresso Nacional é andar na linha nos próximos meses. Falando a Denise Campos de Toledo, ele lembra que a equipe econômica garantiu que a meta fiscal precisa ser vista como um “teto”: “Eu acho que eles não vão boicotar, não há a possiblidade de boicote. Vai ser aprovada (a meta) e aí, o governo vai ter que mostrar o que eles vão fazer exatamente para melhorar a situação, ou seja, reduzir esse rombo descomunal”.

Ao assumir o cargo, Henrique Meirelles, disse que a primeira grande ação do governo Temer seria “controlar” o aumento de despesas públicas. Na última sexta-feira (20), o ministro da Fazenda informou que as primeiras medidas serão apresentadas nesta semana.