Representante da ONU chama caso de estupro coletivo de barbárie

  • Por Jovem Pan
  • 28/05/2016 11h32
Rio de Janeiro - Protesto no Dia Internacional de Combate à Violência contra a Mulher, pelo fim da violência contra as mulheres e contra o PL 5069/13, em frente à Câmara de Vereadores (Fernando Frazão/Agência Brasil)Violência contra a mulher

 Com os casos de estupros coletivos no Rio de Janeiro e Piauí, e dados levantados pelo IPEA que apontam que 25% dos homens entrevistados concordam que mulheres que mostram o corpo merecem ser atacadas, o debate sobre a cultura do estupro no Brasil foi reaberto. A cada 11 minutos um caso de estupro é notificado no País, sendo que muitos não são reportados.

Em entrevista à Jovem Pan, Nadine Gusman, representante da ONU mulheres, chamou o caso do estupro no Rio de barbárie: “É um caso muito forte porque o fato de 33 homens estuprarem uma mulher e nenhum deles se perguntar o que estava fazendo é uma barbárie. (…) Um caso abominável que demonstra o preconceito e a discriminação sexista que tem na sociedade”.

Nadine afirma que é necessário deslegitimar o uso de redes sociais para o crime, denunciar e não acessar sites com conteúdo que violem os direitos das mulheres.

Sobre o departamento da Polícia Federal, anunciado por Temer, que combaterá a violência contra as mulheres, Nadine afirma que qualquer mecanismo que sirva de instrumento para o combate da questão, é válido: “Um mecanismo, lei ou qualquer coisa que reforce a implementação dessas leis é muito importante. É importante fortalecer a rede de atendimento, que tem sido um instrumento importante para combater a violência contra as mulheres. É bem vinda também uma atuação maior do Ministério Público”.