Rosso diz que Centrão jamais travaria votações contra nome de Imbassahy

  • Por Jovem Pan
  • 09/12/2016 09h06
Brasília - O presidente, Deputado Rogério Rosso, durante sessão da comissão especial encarregada de analisar o pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff na Câmara dos Deputados (Marcelo Camargo/Agência Brasil)Rogério Rosso

O anúncio “vazado” de que Antônio Imbassahy (PSDB-BA) sucederia Geddel Vieira Lima na Secretaria de Governo gerou reações fortes por parte do Centrão. O nome, que deve ser confirmado na próxima semana, fez com que o bloco informal de 13 partidos da base aliada liderado por PP, PSD e PTB procurasse auxiliares do presidente Michel Temer para questionar sobre a nomeação.

Muito se falou sobre uma ameaça do Centrão em travar votações de projetos de interesse do Governo na Câmara, principalmente da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que trata da reforma da Previdência Social.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o deputado Rogério Rosso (PSD-DF) desmentiu qualquer tipo de pressão por parte do bloco. “A reforma da Previdência é fundamental para todos os brasileiros, mas é muito difícil. Jamais teria qualquer tipo de ‘pressão’ para não votar a reforma. Jamais. Jamais teria pressão ou contrapartida. Jamais”, repetiu.

Para o deputado do PSD, partido integrante do Centrão, a indicação de Imbassahy seria aplaudida pelos parlamentares. “Ele é um grande deputado e tem o perfil de conhecimento e transita bem em todas as bancadas. E me parecia que a notícia [da nomeação] seria um ensaio, porque não existia nenhuma confirmação do deputado na função (…) Não foi um veto [por parte do bloco]. Ninguém pode vetar”, disse.

Reforma tributária

Defensor de uma reforma tributária, além da previdenciária, Rosso ressalta que, caso aquela não seja feita, prejudicaria o País. “O mundo mudou e, com o nosso sistema tributário, os tributos se acumulam e geram um custo impossível de ser competitivo”, explicou.

Para ele, a reforma tributária pode ser feita de forma infraconstitucional e simplificar a incidência de impostos sobre a produção e a renda.

Confira a entrevista completa: