RS teve receita maior do que despesas em 7 dos últimos 44 anos, diz governador

  • Por Jovem Pan
  • 12/01/2016 09h29
José Ivo Sartori

 No Rio Grande do Sul, nos últimos 44 anos, apenas 7 tiveram uma receita maior do que as despesas, disse o governador do estado José Ivo Sartori (PMDB) à Jovem Pan: “Todas as medidas que tomamos foi no sentido de minimizar o débito econômico atual. Estamos fazendo o possível para evitar constrangimentos”.

Quase todos os estados brasileiros estão com dificuldades financeiras e, para enfrentar a crise, precisam cortar gastos e não contar com empréstimos do governo federal. Manter a folha de pagamentos em dia é uma dificuldade um pouco maior para o estado gaúcho: “Fizemos todo o esforço desde o primeiro dia de governo, de colocar a folha em dia, pagar todos os servidores. Temos uma folha que alcança 54% de aposentados. O segundo estado mais próximo disso é São Paulo, que tem 27% de inativos”. O governador afirma que, com este panorama, não chamaram nenhum concursado em 2015, com exceção de uma professora.

Em relação à saúde, ao ser questionado se existiria a possibilidade de uma crise grave como a que está ocorrendo no Rio de Janeiro, Sartori responde: “Nós renegociamos todas as nossas dívidas de 2014 com hospitais e casas hospitalares. Mas o Rio Grande do Sul é diferente na área do SUS, porque tem de 70 a 75% dos serviços terceirizados, o que nos ajuda”. O governador espera que até 2018 o estado terá saldado todos os compromissos sem prejudicar o atendimento à população.

Para conter o déficit, o governo realizou alguns cortes: “Temos um comprometimento da receita em torno de 14%. Nós cortamos horas extras, viagens e isso nos deu cerca de R$ 1 bilhão. (…) Se não tivéssemos tomado atitude nenhuma, o déficit seria de mais de R$ 2,5 bilhões”.

O governador acredita que é fundamental a ajuda do governo federal para sair da crise e são os estados os responsáveis por alimentar o processo de desenvolvimento econômico, mas para ele, de forma geral, o Rio Grande do Sul tem conseguido equilibrar o orçamento: “Tivemos parcelamento de salários por dois meses, mas, no conjunto do todo, sempre honramos o nossos compromissos”.

Confira a entrevista completa no Jornal da Manhã.