Se prefeito eleito de Osasco seguir preso, vice deve assumir

  • Por Jovem Pan
  • 27/12/2016 13h44
SP - ROGÉRIO LINS/PENITENCIÁRIA - POLÍTICA - O prefeito eleito de Osasco, Rogério Lins, que estava detido desde o último dia 25 na cadeia pública de Osasco, foi levado hoje (27) pela manhã, por equipes do garra para a Penitenciária do Tremembé. 27/12/2016 - Foto: ALOISIO MAURICIO/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOPrefeito eleito de Osasco Rogério Lins é transferido por equipes do Garra à Penitenciária de Tremembé

Prefeito eleito de Osasco tenta deixar a cadeia para ser empossado no dia 1º de janeiro. A defesa de Rogério Lins, do PTN, garante que não há provas contundentes contra o político.

Preso no domingo, após ficar quase 20 dias foragido, o político passou dois dias na cadeia de Osasco e foi transferido nesta manhã para Tremembé.

O advogado Flávio Christensen explicou a Anderson Costa que não há razões para manter Rogério Lins preso. Ouça AQUI mais detalhes da fala do advogado, que informou que o prefeito eleito passou bem a noite em uma cadeia comum e pretende responder a todas as acusações.

Ouça os detalhes no vídeo:

O prefeito eleito de Osasco, que foi diplomado por procuração, nem precisa ter tanta pressa para deixar a cadeia.

Em entrevista a Marcelo Mattos, o advogado Thiago Tomasi apontou que o político não será obrigado a tomar posse no primeiro dia do ano.

O advogado Tiago Tomasi ressaltou que o regimento interno da Câmara de Osasco permite que, se houver motivo justo, esse prazo pode ser estendido. Ouça mais detalhes das explicações do advogado AQUI.

Além de Rogério Lins, outros 13 vereadores de Osasco são acusados decontratar funcionários fantasmas e embolsar parte do dinheiro dos salários.

Segundo o Ministério Público, essa fraude deu prejuízo de 21 milhões de reais à Câmara da cidade na Grande São Paulo.

Se Rogério Lins ainda estiver preso até o dia primeiro de janeiro, quem tomará posse é a vice dele, Ana Maria Rossi.

Também estão em situação semelhante, o prefeito eleito de Embu, Ney Santos, acusado de lavar o dinheiro do tráfico de drogas e de Presidente Bernardes, Jazon Haroldo Silva Almeida, sob acusação de coagir testemunhas em investigação de crime eleitoral.