“Se tivermos aumento ou queda de 1% nas exportações em 2016 será lucro”, diz especialista

  • Por Jovem Pan
  • 23/12/2015 09h59
Cresce exportação de grãos por contêineres pelo Porto de Paranaguá. Foto: DivulgaçãoExportação

 Governo prevê saldo superior a US$ 17 bilhões na balança comercial em 2015, apesar da queda de 14% nas exportações. Esse resultado somente foi possível porque a recessão na economia ajudou a reduzir as importações em mais de 23%.

Para o ministro do Desenvolvimento, o saldo no comércio exterior no ano que vem vai chegar a US$ 35 bilhões. Evitando usar a palavra recessão, Armando Monteiro admite que 2016 ainda não será um ano ideal: “Se nós tivermos ainda um processo de certo retardo na retomada do crescimento econômico, é possível até que as importações venham a cair mais e, portanto, a corrente de comércio vai depender do nível de queda das importações”.

O Presidente da Associação de Comércio Exterior do Brasil alerta que o resultado de novembro é ruim devido à queda nas exportações e importações. Em entrevista a Denise Campos de Toledo, José Augusto de Castro acrescenta que a situação não deve melhorar ao longo de 2016: “Acho que as exportações de manufaturados crescem em 2016, mas a queda das exportações das commodities vai acabar contrabalanceando. Se tivermos um aumento ou queda de 1% nas exportações em 2016, dentro do cenário de hoje, será lucro”.

O economista Fábio Silveira concorda que a recessão econômica que desemprega trabalhadores aliviou as importações no país. Ele acrescenta que a redução no preço de commodities como petróleo e derivados, também ajudou a balança comercial: “Isso ajudou a derrubar a receita de importação, além é claro da redução muito acentuada do volume de importações em decorrência de uma redução de PIB próxima de 4%”.

Economistas preveem novas dificuldades para o Brasil com a volta da Argentina ao mercado de commodities agrícolas. Eles dizem que o aumento na oferta de mercadorias como milho e soja podem resultar em nova baixa nos preços internacionais.