Secretário de Doria pede desculpas após dizer que ia “quebrar a cara” de integrante de coletivo

  • Por Jovem Pan
  • 31/05/2017 07h23
SP - DORIA/MUSEU/ARTE DE RUA - GERAL - O secretário municipal de Cultura, André Sturm durante apresentação com o prefeito de São Paulo, João Doria, nesta quarta-feira(24), na sede da prefeitura, no centro da cidade, dos projetos selecionados na primeira etapa do Museu de Arte de Rua (MAR), dedicado a valorizar e divulgar a arte urbana. O primeiro mural será pintado a partir de domingo(28) na Rua Moacyr Vaz de Andrade, no Tucuruvi, na Zona Norte da cidade. FOTO: MARCELO CHELLO/CJPRESS 24/05/2017 - Foto: MARCELO CHELLO/CJPRESS/ESTADÃO CONTEÚDOAndré Sturm - ae

O secretário municipal da Cultura de São Paulo afirmou que “se exaltou” e pediu desculpas, depois de ameaçar um integrante de um coletivo cultural. André Sturm se envolveu em um bate-boca com o produtor Gustavo Soares, de 25 anos.

A confusão aconteceu na segunda-feira, durante uma reunião, realizada na sede da Secretaria.

Sturm recebeu no gabinete representantes de um movimento, que administra a Casa de Cultura Ermelino Matarazzo, na Zona Leste de São Paulo.

Os ativistas pediam a manutenção de um acordo, celebrado pelo ex-prefeito Fernando Haddad, e que garantia ao grupo repasses mensais de recursos.

O vínculo foi encerrado em abril e os pagamentos foram suspensos.

A reunião desta semana terminou sem acordo e o secretário disse que iria expulsar os artistas da ocupação, já que o edifício pretence à prefeitura.

A discussão ficou tensa. Ao se dirigir a Gustavo, André Sturm afirma que “a molecagem” acabou e chega a dizer que vai “quebrar a cara” do ativista.

A gravação da briga foi divulgada pelo Movimento Cultural Ermelino Matarazzo, no Facebook.

Em nota, André Sturm afirma que se exaltou, usando uma linguagem inadequada.

O secretário lamentou a atitude, pediu desculpas a Gustavo e disse que permanece aberto ao diálogo com todos os segmentos artísticos da cidade.

O coletivo de Ermelino Matarrazzo passou a ocupar a antiga sede da prefeitura regional do bairro, em setembro do ano passado.

O prédio estava abandonado e passou a receber atividades como shows e cursos.

Os ativistas fecharam um convênio com o prefeito Fernando Haddad, mas o acordo terminou, em abril.

A atual gestão não aceitou retomar os pagamentos, mas se dispôs a regularizar a situação do edifício, permitindo que os artistas continuem no local.

A proposta não foi bem-recebida e, até o momento, ainda não houve acerto.

*Informações do repórter Vitor Brown