Secretários prometem cobrar multas de sindicatos por paralisações

  • Por Jovem Pan
  • 15/03/2017 09h26
Entrada da estação Belém do metrô

O secretário estadual dos Transportes, Eduardo Pelissioni, e o secretário municipal de Transportes, Sergio Avelleda, prometeram cobrar as multas previstas em liminares judiciais que não permitiam uma paralisação completa dos serviços de metrô e ônibus em São Paulo nesta quarta-feira (15).

Metroviários, motoristas e cobradores aderiram à paralisação nacional contra a reforma da Previdência. O metrô estava completamente fechado até as 6h30, quando trechos da região central foram abertos. O metrô segue circulando parcialmente. Os ônibus começaram a circular por volta das 8h30. Às 9h06, a cidade registrava 186 km de congestionamento, recorde do ano. Rodízio e zona azul estão suspensos e os carros podem circular pela faixa exclusiva de ônibus.

“Infelizmente os funcionários do metrô não seguiram a liminar que determinava que os funcionários trabalhassem com 100% do efetivo no horário de pico e 70% nos outros horários”, diz Pelissioni. “Que eles possam voltar para que à tarde a gente possa ter todas as ações normalizadas”, torce o secretário estadual. Não é o previsto. O metrô promete paralisação durante todo o dia. 

“É um serviço essencial. Serviços essenciais não podem ser totalmente parados. Há uma pena de R$ 100 mil (por dia) para os sindicatos e desconto do dia não trabalhado. É o que nós vamos fazer, cumprir a decisão liminar”, garante Pelissioni. Sobre a cobrança efetiva do valor estipulado pela justiça, o secretário diz: “o grande problema é que as postergações da Justiça vão ocorrendo”.

Já para os sindicatos de motoristas e cobradores, que prometeram paralisar os serviços até as 8h, Avelleda diz que “o sindicato também descumpriu duas decisões da Justiça”. A Justiça estadual estabeleceu multa de R$ 5 milhões por hora de descumprimento da liminar que obrigava circulação parcial dos ônibus. Já a Justiça do Trabalho estipulou multa de R$ 300 mil diários pela paralisação

“Vamos informar à Justiça o descumprimento das decisões liminares”, afirmou o secretário municipal. “A procuradoria do município e o Jurídico da SPTrans vão adotar todas as providências. A determinação é de que as pessoas respondam pelo seu ato”, reitera Avelleda.

Ele garante que “todos os efetivos” da CET e funcionários da Prefeitura estão nas ruas paulistanas para ajudar na organização do trânsito.