Senadora defende PMDB após saída de ministros: “diferente do governo passado”

  • Por Jovem Pan
  • 17/06/2016 10h21
Plenário do Senado durante sessão deliberativa ordinária. Senadora Simone Tebet (PMDB-MS) Foto: Waldemir Barreto/Agência SenadoSimone Tebet

 Em entrevista à Jovem Pan, a senadora Simone Tebet (PMDB-MS), comentou a saída de mais um ministro de Michel Temer, no caso Henrique Alves, que deixou a pasta do Turismo após ser citado na delação do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado: “Eu não tenho dúvida de que o processo, a permanência de Temer depende única e exclusivamente do Senado, ou seja, do desfecho do processo de impeachment, que vai acontecer em agosto. Diferentemente do governo passado, Temer já tinha dito várias vezes, qualquer ministro envolvido com um suposto envolvimento vai ser afastado ou pedir para sair, diferente do governo passado que tinha vários ministros, que tinham gravações telefônicas, denúncias e que permaneciam no poder”.

A senadora chama a atenção para os esforços do Senado em terminar o quanto antes o processo de impeachment, antes previsto para o dia 13 de agosto e que agora poderá chegar ao dia 20: “Vamos ter que dar mais uma semana por causa da oitiva das testemunhas. Hoje começa a sabatina e na semana que vem, definiremos cinco ou oito testemunhas por dia e vamos varando a noite. Cada testemunha, pela quantidade de perguntas, fica em torno de três horas conosco. Com cinco testemunhas por dia serão 16 horas dentro da Comissão”. A senadora afirmou que existe uma tentativa de acelerar o processo, sem prejudicar a defesa da presidente da república.

Após uma votação de maioria simples, Ricardo Lewandowski marcará a segunda e última votação, que requer 2/3 da Casa, ou seja, 54 senadores. Simone Tebet afirmou que tudo deve estar resolvido paras as Olimpíadas, para que a festa esportiva seja celebrada sem tensões políticas.

Simone Tebet, que nasceu no Mato Grosso do Sul, comentou também a morte de um dos maiores traficantes de fronteira que atuava no Brasil. Jorfe Rafaat foi executado na cidade paraguaia de Pedro Juan Caballero, divisa com a brasileira Ponta Porã: “O que está em jogo é o futuro das crianças brasileiras. Enquanto discutimos impeachment e vão protelando, o programa “Crack, é possível viver sem” teve 50% de corte do ano passado, ainda do governo passado. É preciso entender que para acabar com a violência precisa olhar para a fronteira seca do Brasil. Ponta Porã é só atravessar uma rua, você rouba um carro no Brasil e leva para o Paraguai, vende, e com o dinheiro compra droga e traz. A fronteira está desprotegida, precisamos combater a droga e combater a violência no Brasil”.