Sindicato dos taxistas vai pagar conserto de carro confundido com Uber

  • Por Jovem Pan
  • 12/05/2016 09h55
SP - UBER/SP/DECRETO/PROTESTO - CIDADES - Veículo preto é depredado durante manifestação de taxistas, no centro da capital paulista, contra a regulamentação de aplicativos de transporte como a Uber, nesta terça-feira. 10/05/2016 - Foto: ALEX SILVA/ESTADÃO CONTEÚDOTaxistas confundem auxiliar de enfermagem com motorista de Uber.

 O sindicato dos taxistas de São Paulo, Simtetaxis, divulgou uma nota afirmando que vai reparar os danos causados ao veículo do Jorge Carlos Ferreira Santos.

O auxiliar de enfermagem foi confundido com um motorista de Uber na terça-feira (10) e teve seu carro depredado por taxistas, no centro da cidade.

Ferreira Santos acelerou e conseguiu sair ileso do grupo de taxistas, apesar das diversas ameaças.

Abaixo, a nota envidada à imprensa:

O presidente do SIMTETAXIS, Antonio Matias (Ceará), em virtude do equívoco cometido com o proprietário do Corsa, Jorge Carlos Ferreira Santos, na manifestação da última terça-feira (10/05), afirma que vai prestar todo atendimento necessário visando reparação do seu patrimônio.

A Secretaria de Segurança Pública nega que tenha ocorrido omissão da Polícia Militar durante os protestos. O secretário de Segurança Pública, Alexandre de Moraes, disse a Renata Perobelli que o Choque só foi acionado quando a manifestação começou a ficar violenta: “A tropa de choque chegou, avisou que iria guinchar todos os veículos e foi o momento em que, imediatamente, todos os taxistas liderados pelo sindicato, retiraram os veículos da Avenida 23 de Maio. Não é admissível a conduta que membros do sindicato estão tendo. Independente de concordar ou não com a regulamentação, é uma atitude criminosa”.

O secretário explicou que quatro pessoas foram presas nesta quarta-feira (11) por atearem fogo em pneus, bloqueando novamente a Avenida 23 de Maio.

O auxiliar de enfermagem contou a Anderson Costa os momentos de tensão que viveu quando foi atacado pelos taxistas: “Eles me cercaram, começaram a bater no meu carro e falaram ‘não deixa passar, mata’. Foi muito difícil”.

Ferreira Santos afirmou que teve um prejuízo de, pelo menos, R$ 5 mil, já que a lataria do carro foi amassada e os vidros foram quebrados. Ele, que é dono de um automóvel preto, disse que só entendeu a situação depois que ligou o rádio e soube que se tratava de uma manifestação de taxistas.

Informações: Renata Perobelli e Anderson Costa