Sturm lamenta ocorrido na Pça. Roosevelt e questiona: “quem tem mais direito?”

  • Por Jovem Pan
  • 01/03/2017 09h46
SP - CARNAVAL 2017/DISPERSÃO BLOCO ACADÊMICOS DO BAIXO AUGUSTA - GERAL - Na dispersão do bloco Acadêmicos do Baixo Augusta, funcionários da Prefeitura com apoio da Guarda Civil Metropolitana realizam controle dos vendedores ambulantes na Praça Franklin Roosevelt, região central de São Paulo (SP), na noite deste domingo (19). Algumas pessoas se irritaram com a ação da Prefeitura e houve um princípio de tumulto quando os fiscais tentaram apreender a mercadoria de um vendedor ambulante credenciado pela Prefeitura. 20/02/2017 - Foto: ROGéRIO DE SANTIS/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Rogério de Santis/Estadão Conteúdo Praça Roosevelt

O Carnaval de rua cresceu cerca de 200% em São Paulo neste ano em comparação com 2016. Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o secretário municipal de Cultura, André Sturm, fez um balanço positivo da folia que aconteceu até o momento e lamentou o ocorrido na Praça Roosevelt.

Sobre o ocorrido no centro da cidade, quando a Polícia dispersou os foliões com bomba de gás lacrimogêneo e até mesmo spray de pimenta, o secretário afirmou ser contrário, mas ressaltou o direito de ir e vir dos moradores da região, bem como o silêncio após certo horário.

“A gente tem uma questão que é o limite entre os direitos de se comemorar co carnaval com o direito do silêncio e o de ir e vir. A gente tentou administrar isso para que ambos os direitos fossem atendidos. Ontem na praça Roosevelt aconteceu, mas meia noite a polícia havia pedido a dispersão, as pessoas não atenderam as solicitações da equipe do carnaval e de agentes da Prefeitura, tinham moradores reclamando. A gente não é a favor de nenhum tipo de violência, mas chega uma hora que fazemos o que? Quem tem mais direito? Moradores ou quem está comemorando o carnaval? Esse equilíbrio que precisamos buscar solução”, explicou.

Levantamento realizado pela SPTuris indica que o crescimento foi puxado pelos blocos de rua, que tiveram aumento de 203% no total de frequentadores. O sucesso dos eventos ao ar livre superou as expectativas da administração municipal, que esperava que a presença de foliões subisse apenas 30%.

Segundo Sturm, a expectativa era menor, já que foi conversado com cada bloco de rua quantos foliões deveriam comparecer à festa. “Surpreendeu porque a gente trabalhou com os números que os próprios blocos previam, assim calculamos”, disse.

Como o Carnaval de rua deve ocorrer até o final do domingo (05), a Prefeitura de São Paulo deve divulgar um balanço apenas na segunda-feira (06).

Confira a entrevista completa: