Temer defende que Câmara solucione caso de Cunha “com a maior rapidez”

  • Por Jovem Pan
  • 22/06/2016 08h45
Brasília - O vice-presidente Michel Temer recebe do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, a Medalha do Mérito Legislativo 2015 (Antonio Cruz/Agência Brasil)Michel Temer e Eduardo Cunha

O Supremo Tribunal Federal deve julgar nesta quarta-feira (22) a denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra Eduardo Cunha, presidente afastado da Câmara dos Deputados, por supostas contas atribuídas a ele na Suíça.

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã da rádio Jovem Pan, o presidente interino, Michel Temer, afirmou que essa “é uma questão que a Câmara dos Deputados tem que solucionar com a maior rapidez”.

Apesar do afastamento de Cunha, o presidente interino ressaltou que a Casa está funcionando mesmo com “problemas na direção”. “Sem embargo disso, os líderes da base aliada têm trabalhado por conta própria para aprovar matérias aprovadas neste mês”, disse. Sobre o fato de Cunha ser o próximo na linha de sucessão da Presidência após Temer, caso se confirme o impeachment de Dilma, ele desconversou e atentou-se ao trabalho da Casa, que segue sob o comando, também interino, de Waldir Maranhão (PP-MA).

Caso Cunha

Caso os ministros decidam pela abertura de ação penal, Cunha se torna réu em mais uma ação penal no âmbito das investigações da Operação Lava Jato. Ele já responde a uma ação no STF, no qual é acusado do recebimento de US$ 5 milhões de propina por contrato de navios-sonda da Petrobras.

A denúncia foi apresentada em março deste ano pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot. Em outubro de 2015, o MP suíço enviou ao Brasil documentos que mostram a origem de cerca de R$ 9 milhões encontrados nas contas. Segundo os investigadores da Lava Jato, os valores podem ser fruto de recebimento de propina em contrato da Petrobras.

Nesta terça (21), o peemedebista voltou a afirmar que está “absolutamente convicto” de que não mentiu à CPI da Petrobras sobre a existência de tais contas.

No último dia 14, Cunha viu aprovado o pedido de sua cassação por quebra de decoro parlamentar no Conselho de Ética da Casa. Em sua mais reente denúncia – a terceira – Cunha é acusado de cobrar propina para liberação de verbas do FI-FGTS para construtoras nas obras do Porto Maravilha, no RJ.