Temer não deve cometer “ato louco” de renunciar, crê ex-ministro da Fazenda

  • Por Jovem Pan
  • 22/05/2017 09h24
Dilma se deu conta que tinha que fazer concessões, mas (...) fez isso de maneira mais desastrada possível

Em entrevista exclusiva ao Jornal da Manhã, o ex-ministro da Fazenda Maílson da Nóbrega disse não considerar a renúncia do presidente Michel Temer na melhor saída para o País neste momento.

“Muitos economistas sugerindo a renúncia. Não sei se é a melhor saída para o País neste momento. É um ato de vontade unilateral. Acho difícil que neste momento ele venha a renunciar. Existe uma lógica política por trás da decisão dele de não renunciar, que é muito fácil de entender. A presidência é um cargo poderosíssimo, dotado de imensos recursos de poder, nomeações, conduções de emendas, entre outros. A renúncia significa o desaparecimento instantâneo desses recursos e ele vai se submeter a julgamento de juízes de instâncias inferiores”, relembrou o economista.

Para o ex-ministro, Temer não deve renunciar: “nenhum político com a experiência e maturidade dele vai cometer este ato louco de renunciar, a não ser que as circunstâncias piorem muito e vai se tornando algo impossível de se administrar. Ele perca, por exemplo, todo o apoio no Congresso Nacional e fique encurralado e talvez tenha que partir para esse suicídio político”.

Maílson da Nóbrega afirmou ainda acreditar que Temer tenha a capacidade de articulação política suficiente para manter o mínimo de apoio de sua base. Questionado se a figura de Temer como presidente já morreu, ele discordou.

No setor econômico, o ex-ministro avaliou que uma nova crise seria a morte das reformas que tramita no Congresso, já que ficariam, em sua grande parte, paralisadas.

Confira a entrevista completa: