Testes da fosfoetanolamina começam quando substância for liberada

  • Por Jovem Pan
  • 18/12/2015 12h44
remédios saindo do frasco

 O protocolo de pesquisa para testar a fosfoetanolamina no combate ao câncer está pronto e seleção de voluntários começa assim que substância for liberada. A droga produzida pela USP de São Carlos, hoje com distribuição proibida, é usada experimentalmente por pacientes de várias partes do país. Com a fórmula em mãos, a produção leva três meses para começar e, em seis meses, devem sair os primeiros resultados da pesquisa.

O diretor do Instituto do Câncer de São Paulo, Paulo Hoff, explica como será a escolha dos voluntários para testar a fosfoetanolamina sintética: “Nossa ideia é criar uma página na qual haverá a explicação dos grupos e os requisitos para que a pessoa possa participar. A ideia não é restringir o acesso, mas dar ao medicamento uma chance real de benefício”.

Uma auditoria externa vai acompanhar a fabricação da pílula na Fundação para o Remédio Popular e a tabulação dos dados. O secretário Estadual da Saúde de São Paulo, David Uip, diz a Renata Perobelli que busca autorização do Ministério da Saúde e parceria com a USP: “Eu oficiei o pesquisador e o reitor da USP e aguardo uma formulação no mesmo tom, onde ele consinta que isso seja feito”.

O autor da fosfoetanolamina, Gilberto Chierice, se nega a entregar a fórmula para a FURP produzir as drágeas destinadas à pesquisa clínica. O professor aposentado do Instituto de Química da USP de São Carlos expôs suas razões após audiência pública esta semana na Alesp: “A conotação é você ceder os direitos depois de assinado o documento que o estado garante que vai transferir isso gratuitamente”.

A Secretaria de Estado da Saúde reafirma que a fosfoetanolamina será produzida apenas para a pesquisa. Aprovada a eficácia e registrada na Anvisa, os cientistas da Universidade de São Paulo poderão negociar livremente a patente da droga.