Trabalho excessivo mantém altos índices de suicídios entre jovens no Japão

  • Por Jovem Pan
  • 04/01/2017 09h28
Reprodução/TV Asahi Suicídio da estagiária Matsuri Takahashi no Japão - REP

O suicídio de uma jovem no Japão após jornadas insanas de trabalho fez o presidente da empresa renunciar ao cargo ao assumir a responsabilidade pela morte pela estagiária Matsuri Takahashi.

Mas também serve de exemplo para o Brasil, que discute ampliar a carga horária de funcionários na reforma trabalhista, alerta a psicóloga Carla Amaral Barros.

A principal causa de morte entre homens japoneses com idades entre 20 e 40 anos já afeta, há anos, também os nisseis. Brasileiros filhos de orientais que tentam ganhar a vida no país das oportunidades e da tecnologia.

Segundo a especialista em Hikimori, como se chama esse isolamento social de jovens, existe um aspecto cultural e local, que não se repete por aqui.

Na semana passada, a empresa onde Matsuri trabalhava admitiu que cerca de 100 trabalhadores ainda faziam cerca de 80 horas extras por mês.

Recentemente o Governo japonês restringiu as regras, mas não deu muito resultado, avalia a psicóloga. E a tecnologia, neste caso, também sobrecarrega o cenário.

Confira a reportagem completa de Carolina Ercolin: