Trump assina ordem executiva que desfaz restrições em usinas de carvão nos EUA

  • Por Jovem Pan
  • 29/03/2017 08h26
MR01 WASHINGTON (ESTADOS UNIDOS), 24/02/2017.- El presidente estadounidense Donald Trump durante su intervención en la Conferencia anual de Acción Política Conservadora (CPAC) que se celebra estos días a las afueras de Washington, Estados Unidos hoy 24 de febrero de 2017. EFE/Olivier Douliery **POOL**Donald Trump EFE

Donald Trump assina decreto que revoga as medidas tomadas por Barack Obama para frear as mudanças climáticas.

O principal alvo do republicano é o Plano de Energia Limpa, o principal legado ambiental de seu antecessor.

Na prática, o programa restringe as emissões de gases que provocam o efeito estufa por usinas a carvão.

Ao lado de empresários do setor e mineiros, Trump afirmou que a medida representa um excesso de intervencionismo do governo na economia. “A minha administração está pondo um fim à guerra ao carvão”, decretou o presidente durante a assinatura.

O republicano disse que se tratam de passos históricos para reverter a intrusão do governo e cancelar regulamentações que matam os empregos.

Durante a cerimônia, Trump não fez menções a mudanças climáticas. Em outras ocasiões, ele chegou a dizer que o aquecimento global seria uma farsa inventada por chineses para frear o desenvolvimento americano.

Os Estados Unidos ainda mantêm a meta assumida no Acordo de Paris de cortar, até 2025, 26 por cento das emissões de gases que provocam o efeito estufa.

Mas a decisão desta terça-feira (28) oficializa uma mudança radical da visão da maior potência mundial sobre o meio ambiente.

O secretário-executivo do Observatório do Clima, Carlos Rittl, avaliou esse entendimento como preocupante: “o efeito é péssimo para o planeta, mas ainda pior para a economia americana”.

Carlos Rittl acredita que Trump não vai cancelar a assinatura americana do Acordo de Paris, descumprindo uma de suas maiores promessas.

Mas o governo dele vai tomar ações que dificultam o cumprimento da meta assumida por Barack Obama em 2015.

*Informações do repórter Victor LaRegina