Trump trava batalha com Congresso e Justiça para aprovar indicações

  • Por Jovem Pan
  • 08/02/2017 08h43
JLX01 NUEVA YORK (ESTADOS UNIDOS) 22/06/2016.- El virtual candidato republicano a la Casa Blanca Donald Trump pronuncia un discurso en el hotel Trump SoHo de Nueva York, Estados Unidos hoy, 22 de junio de 2016. EFE/Justin LaneDonald Trump - EFE

Donald Trump precisa de desempate inédito para conseguir aprovar, no Senado americano, o nome que indicou para a secretaria da educação.

A votação desta terça-feira (07) mostrou que o apoio do partido republicano no Congresso não é tão sólido como o presidente pensava.

A batalha em torno da indicação de Betsy Devos para a pasta foi encerrada de forma nunca antes vista.

Como manda a legislação americana, o vice-presidente dos Estados Unidos, que acumula a função de presidente do senado, teve que votar já que o placar indicava um empate de 50 votos a favor e 50 contra.

Mike Pence, evidentemente, não votou contra o nome de DeVos e, em um ato histórico, confirmou a indicação.

Foi a primeira vez que uma votação para nomeação registrou um empate. Mas vice-presidentes já foram acionados para resolver a situação no senado.

Em 2008, o vice de George W Bush, Dick Cheney, deu seu voto em um projeto de lei sobre impostos.

As dificuldades do começo do governo Trump não estão só no Congresso.

O republicano enfrenta uma batalha judicial para manter o programa que restringe a entrada de imigrantes e refugiados no país.

Dois tribunais já concederam liminares contra o programa, que proíbe a entrada de cidadãos de sete países de maioria muçulmana.

Trump afirmou na Casa Branca que não descarta levar o caso à Suprema Corte, se for necessário.

“Precisamos resolver essa questão rapidamente”, disse o republicano. O presidente ainda disse que algumas coisas são lei, e ele as respeita muito, e que outras são senso comum. O programa de imigração, segundo ele, é senso comum.

Nesta terça-feira, a Corte de apelação responsável por reavaliar o caso realizou uma audiência entre o departamento de justiça e os procuradores que entraram com ação contra a medida.

De qualquer forma, a parte derrotada vai levar inevitavelmente a discussão à Suprema Corte, ampliando a batalha judicial ainda no primeiro mês de governo de Donald Trump.

*Informações do repórter Victor LaRegina