TSE retoma julgamento da chapa Dilma-Temer com votos de preliminares e recomendação de relator

  • Por Jovem Pan
  • 08/06/2017 08h06
BRA120. BRASILIA (BRASIL), 06/06/2017.- El relator del proceso ministerial, Herman Benjamín, participa en una audiencia parte del proceso contra Dilma Rousseff y Michel Temer hoy, martes 6 de junio de 2017, en Brasilia (Brasil). El Tribunal Superior Electoral de Brasil retomó hoy el proceso que decidirá si la campaña que Dilma Rousseff y Michel Temer compartieron en 2014 fue financiada con dinero de la corrupción, lo que pudiera desalojar del poder al actual mandatario. EFE/Joédson AlvesMinistro relator Herman Benjamin durante sessão no Tribunal Superior Eleitoral

O julgamento da chapa Dilma Rousseff-Michel Temer será retomado na manhã desta quinta-feira com o início dos votos dos ministros sobre as preliminares.

O relator Herman Benjamin vai se manifestar se vai recomendar ou não a cassação de Temer e a inelegibilidade de Dilma Rousseff por oito anos.

Assista ao vivo à sessão das 9h:

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O segundo dia do julgamento da chapa Dilma-Temer no Tribunal Superior Eleitoral foi marcado por debates sobre o uso de provas da Lava Jato. Os ministros concluem nesta quinta-feira a análise dos pedidos das defesas de Michel Temer e Dilma Rousseff para depois iniciar a discussão do mérito.

O cronograma foi alterado e a sessão vai ocorrer ao longo de todo o dia e não apenas no período da manhã. O presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes, decidiu que, se houver necessidade, o julgamento continuará na sexta-feira e até mesmo no sábado.

O relator, Herman Benjamin, defendeu que as delações da Odebrecht e os depoimentos de João Santana e Mônica Moura sejam levados em consideração. O ministro afirmou que a empreiteira integrava a petição inicial de 2014 e que ela foi a maior parasita da Petrobrás.

Em outro trecho do julgamento, os ministros Herman Benjamin e Gilmar Mendes trocaram farpas quanto à inclusão de mais provas no processo. O presidente do TSE chegou a dizer que os argumentos do relator são “falaciosos” e perguntou ironicamente se mais delações não deveriam ser adicionadas.

Herman Benjamin argumentou que a decisão de ouvir João Santana e Monica Moura foi desdobramento dos depoimentos dos executivos da Odebrecht.

Vera Magalhães comentou as expectativas desta sessão:

O ministro do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, ressaltou que o julgamento deve se conter aos autos e não a notícias de jornais.

A sessão durou aproximadamente quatro horas, sendo que durante quase todo o tempo, Herman Benjamin leu considerações a respeito das preliminares.

No fim da sessão, o relator e Gilmar Mendes voltaram a se atacar, desta vez, em relação ao andamento do julgamento.

Nesta quarta-feira, durante o julgamento, o presidente da República, Michel Temer, teve uma agenda pública com representantes do setor agropecuário. O peemedebista garantiu que vai continuar na presidência até o dia 31 de dezembro de 2018.