Um em cada 3 citados na lista de Fachin multiplicou bens nos últimos 15 anos

  • Por Jovem Pan
  • 17/04/2017 06h57
Brasília - O ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, fala à imprensa sobre a situação das carnes brasileiras (Fabio Rodrigues Pozzebom/Agência Brasil)Blairo Maggi - Abr

Um terço dos 108 citados na lista do ministro do Supremo, Edson Fachin, dobrou o patrimônio declarado oficialmente nos últimos 15 anos.

Acusados de receber propina ou dinheiro via caixa dois da Odebrecht, 36 políticos adicionaram a seus bens apartamentos, carros, empresas e fazendas.

Em alguns casos, o enriquecimento entre as eleições passou de 1000%, segundo levantamento do jornal “O Globo”, que elenca no topo da lista de quem mais ganhou dinheiro três ministros do presidente Michel Temer, oito senadores e 18 deputados, incluindo os presidentes das duas Casas legislativas.

Mais rico entre todos os políticos citados na lista de Fachin, o ministro da Agricultura, Blairo Maggi (PP), viu os seus bens crescerem 355% entre 2002 quando foi eleito governador do Mato Grosso pela primeira vez e 2010, quando se elegeu senador.

Já o maior crescimento patrimonial foi o do deputado federal petista Vander Loubet, 22.000%.

No ranking, aparecem ainda o ministro das Cidades, Bruno Araújo (PSDB), que teve um aumento de quase 330% de seus bens entre os anos de 2006 e 2014, seguido pelo chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), que teve um acréscimo de 150% em seu patrimônio entre 2006 e 2010.

Apontando a mira para as casas legislativas: Quando concorreu à Câmara em 2002, o hoje presidente da Casa, Rodrigo Maia (DEM), declarou apenas um bem: um VW Golf. Já em 2014, afirmou possuir um Toyota Corolla 2010 e três imóveis.

Chefe da outra Casa legislativa, o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB), também teve um crescimento substancial de patrimônio. Enriqueceu 139%.

*Informações da repórter Carolina Ercolin