Uma das maiores vozes da história, francesa Edith Piaf completaria 100 anos

  • Por Helen Braun/Jovem Pan
  • 19/12/2015 15h36
Edith Piaf

Impulsiva, talentosa, popular e arrebatadora. Em uma vida relativamente breve, Edith Piaf conseguiu ser uma espécie de Amy Winehouse do seu tempo. Caminhando lado a lado com seu sucesso, estavam suas atitudes transgressoras e uma trajetória de auto-destruição. Neste sábado (19), em que se comemora o centenário do nascimento de Piaf, a Jovem Pan faz uma homenagem a uma das maiores vozes da França.

Uma vida nada cor de rosa. Talvez isso defina melhor a trajetória de Edith Piaf do que seu grande clássico “La Vie En Rose”.

Filha de um contorcionista e de uma cantora de cabaré, ela foi abandonada pelos pais e, por um período, viveu com a avó dentro de um prostíbulo. Somente no momento em que a voz da filha começou a ser percebida, o pai de Piaf passou a usar este talento para aumentar os ganhos nos seus espetáculos de rua.

Cedo, ela acabou se emancipando. Aos 16 anos, já vivia sozinha com uma amiga, cantando em espeluncas para poder se manter.

Neste período ela casou pela primeira vez e teve a única filha, que acabou morrendo aos dois anos de idade, com meningite.

Foi cantando na rua que ela foi descoberta. O primeiro empresário, deu a pequena Edith – que media um metro e 42 centímetros – o apelido de “La Môme Piaf”, que quer dizer pardalzinho.

É dele também o conselho para que se vestisse melhor: usando um vestido preto. Roupa que viria a ser umas das marcas da intérprete.

O grande sucesso vem quando ela assina contrato com a Polydor e lança seu primeiro disco. No mesmo ano, o empresário é assassinado por bandidos que tiveram envolvimento com ela.

Mesmo depois de absolvida, a cantora precisou se reerguer e foi aí que, com a orientação do segundo empresário, Edith Piaf começou a cantar músicas que falavam do passado dela nas ruas.

Entre muitos amores, um foi arrebatador: o lutador de boxe Marcel Cerdan.

Quando ele morreu, em um acidente de avião, o uso de álcool e morfina ficou cada vez mais constante na vida dela.

Edith Piaf morreu aos 47 anos de idade, vítima de um câncer – que foi agravado por diversas complicações.

No filme “Piaf, Um Hino ao Amor”, de 2007, a cantora é apresentada à letra de um de seus clássicos já quase no leito de morte.

A canção “Non, Je Ne Regrette Rien”, é o balanço de uma vida conturbada, mas, sem arrependimentos.