Às vésperas da convenção nacional, PMDB se aproxima cada vez mais do PSDB

  • Por Jovem Pan
  • 11/03/2016 14h47
Brasília - O vice-presidente da República e presidente nacional do PMDB, Michel Temer, participa do Congresso da Fundação Ulysses Guimarães e do PMDB, em Brasília (José Cruz/Agência Brasil)PMDB

 Às vésperas da convenção nacional do partido que será realizada em Brasília, PMDB se aproxima cada vez mais do PSDB. Na quinta-feira (10/03) os presidentes dos dois partidos conversaram por telefone para negociar os próximos passos do “namoro”. O peemedebista Michel Temer e tucano Aécio Neves não deram detalhes da conversa, mas já teriam concluído que o governo Dilma está ruindo.

Na noite de quarta-feira, após jantar na casa do senador Tasso Jereissati, do PSDB, peemedebistas anteciparam que os dois partidos deveriam andar juntos. Na convenção deste sábado, os filiados ao PMDB deverão votar um ato que oficializa a independência em relação ao governo Dilma.

O presidente do Senado, Renan Calheiros, que está mais próximo do Planalto, cobrou cautela do partido: “O PMDB, que é pilar da governabilidade, tem que ter muita responsabilidade nessa hora para não aumentar a crise. O PMDB tem que ser a saída para a crise e o poder moderador, o pilar da sustentação da democracia”.

Já o presidente da Câmara defende a votação da proposta de rompimento com o governo. Eduardo Cunha afirma que o PMDB não pode simplesmente ignorar a atual situação do país: “Temos que votar, estamos em um momento que o PMDB tem que decidir, na situação apropriada que é a Convenção, a sua manutenção ou não do governo e que tipo de relação quer ter. Que não seja agora, que convoque outra. Alguma coisa tem que ser debatida, não podemos virar as costas como se não estivesse acontecendo nada”.

Para o presidente nacional do PSDB, o PMDB percebeu a real situação do governo. O senador Aécio Neves afirma que parte dos peemedebistas entende que o governo Dilma é insustentável neste momento: “Eu percebo que o próprio PMDB sabe que o Brasil vive em ebulição. Eles terão responsabilidade ou contas a prestar com a própria história. Vejo setores importantes do PMDB já compreendendo que mesmo com a solidariedade pessoal que possam querer dar à presidente, com ela não tem solução”.

Em conversa com o ministro da Casa Civil, Jaques Wagner, o presidente do PMDB, Michel Temer, teria dito que a sigla decidirá se distanciar do governo. De acordo com o vice-presidente da República ainda não está definido qual será o grau desse afastamento.