Vitrine para o País, Paraná só consegue imunizar 50% da população contra dengue

  • Por Jovem Pan
  • 11/10/2016 09h03
Osnei Restio/ Prefeitura de Nova Odessa Osnei Restio/ Prefeitura de Nova Odessa Ministério da Saúde manda 400 mil doses de vacina contra gripe a SP

Só metade do público alvo da vacinação contra dengue no Paraná foi imunizada após mais de um mês de campanha. A meta era proteger 80% da faixa etária formada por jovens entre 15 e 27 anos até setembro.

Onde a incidência da doença é maior, em Paranaguá e Assai, poderiam ser vacinadas pessoas com idades entre 9 e 44 anos. Ainda assim, o governo do Estado – que gastou R$ 50 milhões na compra do primeiro lote de doses – afirmou que o resultado foi exitoso na maioria das 30 cidades participantes.

“17 cidades acima de 50%, quatro acima de 80%, as duas cidades que nos preocupavam mais acima de 60%. Nós achamos que foi uma campanha exitosa. Não atingimos a meta, mas não consideramos que houve um fracasso na iniciativa”, disse o secretário de Saúde em exercício.

De acordo com Sezifredo Paz, apesar do prazo prorrogado, a principal dificuldade foi vacinar o público jovem, desacostumado a ir ao posto. A segunda foi convencer a população da importância da vacina quando não há aedes aegypti. “São vacinas como a da hepatite, que a desão de faixa etária que não é acostumada a ir a postos e vamos manter a informação. tem outras medidas, não é só a vacina”, explicou.

A vacinação será reaberta no começo de 2017. O Paraná foi o primeiro Estado a distribuir gratuitamente a nova vacina contra dengue aprovada no Brasil em agosto.

A Organização Mundial da Saúde já indicou a adoção da imunização por países endêmicos como parte das estratégias de prevenção contra a doença, que também incluem o controle de mosquitos.

A versão da multinacional francesa protege contra os 4 tipos de dengue e passou na frente da desenvolvida pelo Instituto Butantãn, que está na última fase de testes.

O tratamento, no entanto, inclui três doses, com seis meses de intervalo entre elas.

*Informações da repórter Carolina Ercolin