Vivo não comenta demissão de executiva após rombo milionário

  • Por Jovem Pan
  • 26/07/2016 12h22
Cris Duclos

Operadora Vivo não comenta a demissão da diretora de imagem e comunicação da empresa após suspeita de superfaturamento de campanhas publicitárias. Cris Duclos estava na companhia desde 2008 e acabou desligada no dia 13 do último mês.

A direção da Vivo acredita que a executiva tenha gerado um rombo de R$ 27 milhões. A suspeita é que Duclos usava as 3 agências de publicidade que atendiam a VIVO: Africa, DPZ&T e Young & Rubicam, para superfaturar as campanhas publicitárias. Uma fatia do valor pago às agências seria repassado para Cris Duclos em forma de propina.

Parte desta verba teria até sido usada para pagar o aluguel de uma mansão em um condomínio de alto luxo no interior de São Paulo.

O esquema também envolveria o marido da executiva, Ricardo Chester, que era contratado pelo Grupo da agência Africa e recebia remuneração bem acima da média da equipe.

O publicitário Nizan Guanaes, fundador da Agência Africa, ao se ver envolvido no escândalo, teria pressionado alguns veículos de imprensa para omitir o caso.

No meio publicitário comenta-se que Cris Duclos seria a pessoa de absoluta confiança de Nizam Guanaes dentro da Vivo.

Atualmente a área de Marketing da operadora, que recebe investimento anual de R$ 1,2 bilhão, passa por auditoria. Todos os contratos com fornecedores estariam sendo revistos em um trabalho coordenado pela sede da Telefónica na Espanha.

O motivo da demissão de Cris Duclos permanece sem esclarecimento para os demais funcionários da Vivo.

O escândalo não está sendo bem digerido nem no meio governamental, nem no meio empresarial, pelo fato da Vivo se tratar de uma concessão pública.

Procuradas pela reportagem da Jovem Pan, as agências DPZ&T e Young Rubricam não comentaram o assunto. A ex-executiva da Vivo Cris Duclos e seu marido Ricardo Chester não foram localizados.

Tentamos contato com o publicitário Nizan Guanaes mas não obtivemos resposta. Nenhum porta-voz da Agência África se pronunciou sobre o tema.

A repercussão do caso envolvendo a Vivo e agências de publicidade, levou à tona novamente a estatal Petrobras, que está afundada em escândalos.

O vínculo da estatal com ilícitos se expande e vai além do descalabro de corrupção e lavagem de dinheiro investigados na Operação Lava Jato.

Na semana passada a estatal foi incluída em uma nova denúncia, associada ao Carnaval em Salvador. quando foi acusada de bancar uma farra de camarotes para agraciar funcionários e políticos. Todos teriam sido contemplados com muita pompa e ostentação para brincar os dias de folia na capital baiana durante a festa de Momo.

Os gastos desenfreados teriam se estendido até a um trio elétrico ligado à família de um ex-dirigente da Petrobras. O fato acabou gerando o afastamento de Luis Fernando Maia Nery da gerência executiva de comunicação da empresa. Ele havia substituido Wilson Santarosa demitido no ano passado do cargo.

A algazarra na Petrobras não para por aí. Delatores da Lava Jato afirmam ter usado contratos de patrocínio da Stock Car, principal categoria do automobilismo nacional para lavar dinheiro que seria usado para pagar propina na esfera da companhia.

Os escândalos na Vivo e na Petrobras ainda estão sendo investigados à fundo. Para aqueles que vivem no meio empresarial especula-se que os rombos tenham sido muito mais expressivos.

Confira a reportagem completa abaixo e o comentário de Joseval Peixoto: