Votação de impeachment deve ocorrer em agosto para não interferir nas eleições

  • Por Jovem Pan
  • 30/05/2016 08h20
Plenário do Senado Federal durante sessão deliberativa extraordinária. Em discurso, senador Raimundo Lira (PMDB-PB). Foto: Moreira Mariz/Agência SenadoRaimundo Lira

 Em entrevista à Jovem Pan, o presidente da Comissão Especial de Impeachment no Senado, Raimundo Lira (PMDB-PB), falou sobre a intenção de definir o impeachment até agosto: “Nossa previsão é que seja votado e concluído no plenário do Senado Federal em agosto. Setembro é o mês que está no auge das eleições municipais, e essa discussão atrapalharia os dois lados. Levaria a um contraditório que não interessa aos municípios no último mês antes das eleições”. Os senadores também deverão se deslocar de Brasília para apoiar os candidatos de seu partido e, por isso, é importante seguir o calendário rigorosamente, aponta Lira.

Dilma Rousseff tem até quarta-feira (1º) para apresentar a sua defesa prévia, assim como o requerimento da apresentação de testemunhas. Lira explica que a presidente afastada terá o direito à ampla defesa, mas que qualquer ação que visa atrasar o processo poderá ser impedida pela comissão: “Como em todo processo, quando se apresenta testemunhas, na análise e presença do relator, se tiver apenas o objetivo de postergar o julgamento, nós faremos uma triagem disso. (…) Da mesma forma, se forem solicitadas perícias, que entendemos que não são necessárias, só com o desejo de alongar o rito, vamos analisar, mas vamos respeitar o amplo direito de defesa”.

Raimundo Lira também confirmou que, nesta terça (31), será lido o relatório na Comissão de Assuntos Econômicos em que ele defenderá que Ilan Goldfajn assuma o Banco Central: “Há um desejo do Meirelles que o Ilan participe no dia 7 da primeira reunião do Copom do governo provisório. Há um desconforto por parte do Tombini em participar, então é um entendimento que atende ambas as partes”.