Youssef, Fernando Baiano e Cerveró prestam depoimento em ação contra Lula

  • Por Jovem Pan
  • 27/05/2017 08h54
Depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) Mista da Petrobras do ex-diretor da Área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró (José Cruz/Agência Braisl)Nestor Cerveró

Juiz federal Sérgio Moro ouviu depoimentos de testemunhas em uma das cinco ações em que o ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva é réu.

Foram colhidos depoimentos do ex-diretor da Petrobras, Nestor Cerveró e do doleiro Alberto Youssef. Além deles, também compareceram à Justiça Federal, o operador, Fernando Augusto Soares, o Fernando Baiano, e o lobista, Milton Pascovitch.

Nestor Cerveró disse que o ex-ministro da Fazenda, Antonio Palocci foi mediador da compra de blocos petrolíferos em Angola. “Tinha havido um pagamento por conta da compra de blocos na offshore angolana. A informação é que dr. Palocci teria sido o mediador”, disse.

O doleiro Alberto Youssef revelou como eram feitos os pagamentos de propina da Odebrecht. Ele indicou como eram realizadas as operações, tanto no Brasil quanto no exterior. “No Brasil eram feitos com dinheiro vivo, no meu escritório. Dava uma senha e recebiam os valores”, explicou.

Já o operador Fernando Augusto Soares apontou beneficiários de partidos políticos. Fernando Baiano enfatizou nomes de destinatários favorecidos pelo esquema, no PT e PMDB: “para o PT quem fez o pedido foi Nestor Cerveró para o Delcídio [do Amaral] e teve caso do Partido dos Trabalhadores que era dívida do partido com o Banco Schahin. Para o PMDB foi o Nestor Cerveró que me trouxe também. Em favor de Renan Calheiros, Jader Barbalho, teve participação do ministro de Minas e Energia da época”.

O lobista Milton Pascovitch explicou como era o esquema de favorecimento aos políticos. Ele acentuou que o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu. e seu grupo político recebiam os pagamentos.

Todos foram ouvidos no processo que investiga suposto recebimento de propina de Lula pela Odebrecht em compra de terreno e apartamento em São Bernardo do Campo.

*Informações do repórter Daniel Lian