Alcolumbre: é preciso manter empresas e economia, mas garantir direitos trabalhistas

  • Por Jovem Pan
  • 23/03/2020 19h24
Roberto Vazquez/Estadão ConteúdoDavi Alcolumbre emitiu nota sobre MP 927, que daria direito ao patrão de suspender contratos de funcionários

O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre, se manifestou a respeito da polêmica MP 927, que estabelece novas medidas econômicas de enfrentamento ao coronavírus, entre elas, a suspensão de contratos de trabalho por até quatro meses durante a pandemia.

Em nota, Alcolumbre disse que o Executivo deve “analisar com cuidado e apresentar soluções que garantam o funcionamento das empresas e a manutenção dos empregos”.

Segundo o parlamentar, o Congresso fará uma análise minunciosa da proposta, e não fugirá da “responsabilidade” de “aperfeiçoá-la”. Alcolumbre reiterou que em um momento “gravíssimo”, são necessários diálogo e convergência.

Para ele, os poderes devem encontrar equilíbrio para que os planos de retomada da economia não prejudiquem os trabalhadores. “É preciso manter o funcionamento das empresas e a economia do País. Mas, ao mesmo tempo, temos que garantir direitos dos trabalhadores, especialmente nesse momento difícil.”

Leia a nota na íntegra:

“Sobre a MP 927, o Executivo, de fato, precisa analisar com cuidado e apresentar soluções que garantam o funcionamento das empresas e a manutenção dos empregos no País nesse momento que, sabemos, é gravíssimo. Cabe ao Congresso Nacional a análise minuciosa das ações propostas. É nosso dever estudá-las e aperfeiçoa-las. Não fugiremos dessa responsabilidade.

Reiteremos, mais do que nunca, o momento é de diálogo e de convergência. O Congresso Nacional e o Executivo, em todos os seus níveis, precisam trabalhar em harmonia para apresentar as melhores soluções. É preciso manter o funcionamento das empresas e a economia do País. Mas, ao mesmo tempo, temos que garantir os direitos dos trabalhadores, especialmente nesse momento difícil.”

Davi Alcolumbre continua em isolamento, após ser diagnosticado com coronavírus. O vice-presidente do Senado, Antonio Anastasia, que também assina o documento, é quem responde pela Casa durante sua ausência.