Reunião tensa deve precipitar saída de Gustavo Bebianno do governo

  • Por Jovem Pan
  • 16/02/2019 00h44 - Atualizado em 17/04/2019 14h16
Bebianno: de saída após semana mais tensa do governo

Depois de uma semana de alta temperatura no Palácio do Planalto, é incerta a situação do ministro Gustavo Bebianno, da Secretaria-Geral da Presidência. Mas uma reunião tensa na noite desta sexta-feira entre ele e o presidente Jair Bolsonaro deve precipitar sua saída do cargo. A conversa ríspida foi presenciada por mais três importantes integrantes do alto escalão do governo: o vice, Hamilton Mourão, general Augusto Heleno (chefe do Gabinete de Segurança Institucional) e Onyx Lorenzoni, ministro da Casa Civil.

Segundo a Jovem Pan apurou, Bolsonaro sugeriu que Bebianno trocasse a cadeira no Palácio do Planalto por um cargo em Itaipu Binacional, o que foi rechaçado. O ministro, à beira de ser defenestrado do posto, argumentou que não aceitaria “prêmio de consolação” e lembrou que teve papel capital na eleição do presidente ao pavimentar sua candidatura pelo PSL, partido que presidia na corrida eleitoral.

Antes, a informação de que Jair Bolsonaro não pretendia demiti-lo havia sido levada a Bebianno pelos colegas de ministério Onyx Lorenzoni e Carlos Alberto Santos Cruz (Secretaria de Governo) em reunião no meio da tarde desta sexta.

Bebianno resistia no posto após dias de uma fritura iniciada pelo filho do presidente, o vereador Carlos Bolsonaro, que o chamou de “mentiroso” no Twitter e, em seguida, divulgou o áudio de uma conversa com o pai para reforçar seu ataque. A crise envolve uma série de reportagens que apontam o uso de “laranjas” pelo PSL para suposto desvio de recursos do fundo partidário.