Letra e música: mulher não chora, investe em cripto

Ao mesmo tempo em que os grandes hits da música pop falam de mulheres cada vez mais independentes, a entrada na criptoeconomia de longo prazo se acelera

  • Por Silvina Moschini*
  • 08/02/2023 18h15
master1305/ Freepik Mulher de óculos, de costas, mexe em computador com gráfico na tela Ativos digitais têm se mostrado uma alternativa cada vez mais atraente para muitas mulheres

Há poucas semanas, “Flowers”, de Miley Cyrus, destronou a música de Shakira do primeiro lugar no Spotify. A informação é muito mais relevante que uma notícia qualquer da indústria musical e reflete como as narrativas de mulheres cada vez mais independentes e poderosas estão conquistando a agenda da cultura e dos meios de comunicação. Uma mensagem simples, mas potente (As mulheres não choram, as mulheres faturam), não somente abriu o ano de 2023 acumulando memes e milhões de comentários, como foi seguida por outra igualmente valiosa: Eu posso segurar minha própria mão, diz Cyrus em seu hit que agora reina nas plataformas. Embora o desamor sempre tenha sido um tema recorrente em todos os gêneros, Miley Cyrus e Shakira deram alguns passos à frente. Suas canções não apenas reivindicam o valor da independência pessoal, mas também a autonomia necessária à tomada de decisões com o objetivo de alcançá-la. Apesar das diferenças de estilo, a repercussão de ambas as músicas tem sido viral e global, e talvez funcione como o melhor termômetro para que avaliemos o quanto estamos fazendo para traçar nosso próprio percurso financeiro. 

Do ‘teto de vidro’ ao portal do mundo cripto

As jovens centennials provavelmente não ouviram falar no termo, mas, durante décadas, a barreira invisível que impedia as mulheres de progredirem em suas carreiras foi chamada de “teto de vidro”. Felizmente, a história mostra que ocorreram avanços notáveis ​​nesse campo, embora ainda existam vários desafios pendentes. Paralelamente, no âmbito específico das finanças, os ativos digitais têm se mostrado uma alternativa cada vez mais atraente para muitas mulheres, e a velocidade da transformação segue o ritmo frenético do pop: as criptomoedas já são o segundo tipo de ativo mais adquirido por mulheres em 13 países, de acordo com levantamento da eToro. 

Trata-se de uma tendência relevante, tanto porque nos coloca às portas da economia cripto, como porque tal fato deve ser lido em conjunto com outros padrões de conduta que estão se consolidando, como a compreensão dos aspectos temporais dos investimentos. A perspectiva de longo prazo impulsiona cada vez mais as estratégias no mercado das criptomoedas (segundo a eToro, 63% das pessoas pensam em termos de “anos”), o que evidencia um olhar otimista em relação à recuperação do mercado após o desastre do “inverno cripto”.

Não é um acaso que os dados do mercado cripto e a narrativa de duas estrelas do pop mundial estejam na mesma sintonia. Essas canções fazem sucesso porque refletem comportamentos que a maioria das mulheres já adota. Shakira e Miley Cyrus são a trilha sonora de milhões de mulheres que estão ultrapassando os limites em busca de sua independência financeira e, hoje, as criptomoedas são o melhor instrumento para isso. 

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*Silvina Moschini é premiada empreendedora serial e produtora-executiva do programa Unicorn Hunters, além de presidente e co-fundadora da Unicoin, a criptomoeda lastreada em ativos e projetada para pagar dividendos. Ela estreia hoje sua coluna no portal da Jovem Pan e passa a escrever semanalmente sobre questões relacionadas à economia digital.

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