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Governador do Pará quer transformar Belém em ‘Vale do Silício’ da Amazônia

Entre as principais entregas do governo estadual para a COP-30 está o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia

Sarah Américo

Janja, Lula e Helder Barbalho durante cerimônia de anúncio da realização da COP 30 no município de Belém
52984679558_7ce1e4e4e0_k Ricardo Stuckert/PR

O governador do Pará, Helder Barbalho, afirmou nesta quinta-feira (6), que a Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP-30) deixará como principal legado a consolidação de Belém como a “capital da Amazônia” e centro de referência mundial em bioeconomia e inovação sustentável. Helder comparou a proposta ao modelo do Vale do Silício, nos Estados Unidos, mas voltado à biotecnologia e à valorização da floresta. “Queremos transformar Belém no vale de biotecnologia da Amazônia. A cidade será o ponto central da agenda da sustentabilidade”, declarou.

Entre as principais entregas do governo estadual para a COP-30 está o Parque de Bioeconomia e Inovação da Amazônia, reconhecido como o maior polo de bioeconomia da América Latina e único parque tecnológico do mundo voltado à bioeconomia florestal. O espaço integra ciência, inovação e saberes tradicionais, com o objetivo de transformar os recursos da floresta em oportunidades produtivas e sustentáveis.

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Helder destacou ainda que o Produto Interno Bruto (PIB) do Pará deve crescer cerca de 3% em 2025, com um terço desse resultado impulsionado pela COP-30. “Em dois anos, transformamos a cidade. O turismo se tornou uma nova vocação econômica e estamos batendo recordes de geração de empregos e abertura de novos negócios”, afirmou. O governo estadual entregou uma série de obras de infraestrutura urbana e turística, como três novos parques, o Museu das Amazônias, um polo gastronômico, além de um porto com capacidade para receber cruzeiros internacionais, ampliando o potencial turístico da capital paraense.

Para a mobilidade urbana, foram concluídos o BRT Metropolitano, quatro viadutos, a pavimentação de 160 vias e obras de saneamento em 13 canais, a maioria em áreas periféricas. Apesar dos avanços, Helder reconheceu que Belém ainda enfrenta desafios históricos em saneamento e mobilidade. “Nunca prometemos uma cidade sem problemas. O que dissemos foi que a COP seria uma oportunidade para dar um salto de qualidade — e isso está feito”, afirmou.

O governador também destacou que a nova concessão de saneamento prevê a universalização do abastecimento de água e esgoto até 2033, consolidando o legado estrutural e ambiental da COP-30 para o Pará e para a Amazônia.

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*Com informações do Estadão Conteúdo