Hungria relatou ‘gosto de gasolina na boca’ antes de ser internado, revela irmã
“Estou com gosto de gasolina na boca e muito fraco.” Foi com essa frase que o rapper Hungria, de 34 anos, relatou à irmã, Manoela Hungria, o mal-estar que o levou a ser internado na UTI do Hospital DF Star, em Brasília, sob suspeita de intoxicação por metanol. O episódio aconteceu na manhã de quinta-feira (2), quando o artista telefonou pedindo ajuda e foi socorrido por uma ambulância.
De acordo com os médicos, Hungria apresentou sintomas típicos de envenenamento pela substância, como náuseas, vômitos, dor de cabeça, turvação visual e acidose metabólica. O tratamento inclui sessões de hemodiálise e a ingestão controlada de etanol — cerca de 200 ml — medida utilizada para bloquear a metabolização do metanol no organismo.
A irmã do cantor explicou que a recomendação surpreendeu a família, mas é um procedimento comum em casos do tipo. “Os médicos disseram que é melhor ter álcool no corpo do que metanol, porque o metanol é tóxico”, relatou. Apesar da gravidade inicial, a família afirma que o artista apresenta sinais de melhora e se mantém estável. Em vídeos publicados nas redes sociais, Manoela tranquilizou os fãs: “Ele está bem, fazendo hemodiálise, passou por avaliação com o oftalmo e segue estável na UTI”.
O caso ocorre em meio ao aumento de registros de intoxicação por metanol no Brasil. O Ministério da Saúde já recebeu 59 notificações suspeitas em três estados, sendo a maioria em São Paulo. Em Brasília, a Polícia Civil prendeu um homem acusado de adulterar bebidas em uma distribuidora no Paranoá, onde foram encontradas garrafas falsificadas.
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Com mais de 12 milhões de seguidores, Hungria é um dos nomes mais populares do rap nacional. Sua internação reforçou o alerta das autoridades sobre os riscos do consumo de bebidas de procedência duvidosa, especialmente destilados incolores como a vodka, que podem ser facilmente adulterados.
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Publicado por Felipe Dantas
*Reportagem produzida com auxílio de IA