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Fórmula 1 declara pela primeira vez ‘calor extremo’ no GP de Singapura

Diretor de corrida, Rui Marques, notificou as equipes sobre o regulamento, que permite aos pilotos o uso de coletes de resfriamento, já que a temperatura prevista deve passar dos 31°C neste fim de semana 

Victor Trovão

O piloto da McLaren Lando Norris (E) da Grã-Bretanha, o piloto da Haas Esteban Ocon (C) da França e o piloto da Mercedes George Russell (D) da Grã-Bretanha durante a coletiva de imprensa para o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Cingapura em Cingapura, 02 de outubro de 2025. O Grande Prêmio de Fórmula 1 de Cingapura de 2025 será realizado no Circuito de Rua de Marina Bay em 05 de outubro. (Fórmula Uno, França, Reino Unido, Cingapura) EFE/EPA/FAZRY ISMAIL
O piloto da McLaren Lando Norris (E) da Grã-Bretanha, o piloto da Haas Esteban Ocon (C) da França e o piloto da Mercedes George Russell (D) da Grã-Bretanha durante a coletiva de imprensa para o Grande Prêmio de Fórmula 1 de Cingapura em Cingapura, 02 de outubro de 2025. O Grande Prêmio de Fórmula 1 de Cingapura de 2025 será realizado no Circuito de Rua de Marina Bay em 05 de outubro. (Fórmula Uno, França, Reino Unido, Cingapura) EFE/EPA/FAZRY ISMAIL EFE/EPA/FAZRY ISMAIL

A organização da Fórmula 1 declarou nesta quinta-feira (2) “calor extremo” para o Grande Prêmio de Singapura, que será disputado neste fim de semana, uma nova regulamentação para manter os pilotos protegidos das altas temperaturas. O diretor de corrida Rui Marques publicou um comunicado notificando as equipes sobre o regulamento, que permite aos pilotos o uso de coletes de resfriamento, já que a temperatura prevista deve passar dos 31°C.

“Depois de receber do Serviço de Meteorologia oficial uma previsão de que o Índice de Calor será superior a 31° em alguns momentos durante a corrida, foi declarado ‘calor extremo'”, explicou Marques. O circuito de Marina Bay é um dos mais exigentes fisicamente na F1, onde o calor extremo e a umidade são um fator importante. Os pilotos chegam a perder até três quilos durante a prova, que é disputada à noite e, em algumas ocasiões, alcança o limite de duas horas de duração.

Os coletes contam com tubos de refrigeração conectados a bombas e a um condutor de calor. Vários pilotos os consideram desconfortáveis, especialmente dentro do cockpit. Por isso, a Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou que seu uso não é obrigatório, mas os pilotos e equipes que optarem por não utilizá-los terão que manter dentro dos carros o equipamento necessário para que eles funcionem.

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Os pilotos que não usarem os coletes terão que ter nos carros 0,5 kg de peso adicional para não obterem vantagem sobre os que usam. Este sistema começou a ser desenvolvido após o GP do Catar de 2023, no qual vários pilotos precisaram de atendimento médico pelas consequências do calor. O britânico George Russell, da Mercedes, testou e aprovou o colete durante o GP do Bahrein. “Com certeza, sempre tem o que melhorar. Queria dar uma oportunidade. Por enquanto, tudo bem”, disse Russell.

*Com informações da AFP 

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