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Thiago Uberreich

Sorteio dos grupos da Copa de 1958 colocou o Brasil ao lado de Áustria, Inglaterra e URSS

Apesar das dificuldades e dos desafios, a seleção, finalmente, conquistou o Mundial

Thiago Uberreich

Gol da seleção brasileira na vitória por 3 a 0 sobre a Áustria, estreia da equipe nacional na Copa do Mundo de 1958
Campeonato Mundial de Futebol de 1958 ARQUIVO/ESTADÃO CONTEÚDO

Pelas próximas cinco colunas do “Memória da Pan”, vou destacar os sorteios, promovidos pela Fifa, para as Copas vencidas pela seleção brasileira. Em 1958, na Suécia, as chaves com as 16 seleções foram definidas no dia 8 de fevereiro daquele ano, um sábado. O Jornal dos Sports estampou na capa as informações sobre os adversários da seleção: “Estreia do Brasil contra a Áustria (…). Sorteados ontem em Estocolmo as chaves para as finais da Copa do Mundo – Rússia e Inglaterra, os outros componentes do nosso grupo – dia 8 de junho, a primeira rodada”. Em uma excursão à Europa, em 1956, o Brasil venceu a Áustria, 3 a 2, e perdera para a Inglaterra por 4 a 2. Ou seja, não era uma chave fácil.

O Mundial começou em 8 de junho de 1958, um domingo, para 249 jogadores de dezesseis seleções. A Alemanha usou o maior número de atletas: dezenove, em seis partidas. Já o Paraguai utilizou treze, em três duelos. A Folha da Manhã daquele dia chegava às bancas com a manchete: “Autênticos clássicos do futebol mundial na jornada de abertura das oitavas de final da Taça Jules Rimet”.

O verão na Escandinávia não traz temperaturas elevadas, mas o céu escurece por volta das 23h. A Copa de 1958 teve parte dos duelos às 19h. Dos oito jogos da primeira rodada, a partida de abertura, entre Suécia e México, foi realizada mais cedo: às 14h. Antes do confronto, os organizadores prepararam uma festa, descrita por O Globo: “O Rei Gustavo Adolfo VI, da Suécia, declarou aberto o certame às 12h39m GMT – música, danças folclóricas e acrobacias, antes do jogo Suécia e México”.  

Cerca de 50 mil torcedores estavam no Estádio Rasunda, em Estocolmo. O público aplaudiu o rei e a rainha no momento em que eles entraram no estádio: o relógio marcava 12h15 (horário local). Depois da execução do hino sueco, começou o desfile das bandeiras dos dezesseis países participantes. Aviões da Força Aérea da Suécia sobrevoaram a praça de esportes. 

O Rei Gustavo Adolfo discursou: “Tenho o imenso prazer de declarar inaugurado o Campeonato Mundial de Futebol e desejo a este importante acontecimento todo o êxito possível”. O monarca falou primeiro em inglês e depois em sueco. Antes do pronunciamento, quem fez uso da palavra foi o presidente da Fifa, Arthur Drewry. O dirigente exaltou o esforço da Suécia em promover o campeonato e ressaltou que os olhos do mundo se voltavam ao país. O dia estava ensolarado, com temperatura amena e uma brisa agradável. Os torcedores tinham começado a chegar ao estádio três horas antes da partida. Os donos da casa venceram por 3 a 0. 

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Foi Arthur Drewry que entregou a taça Jules Rimet para Hideraldo Luiz Bellini, capitão da seleção brasileira. A equipe nacional “espantava” os fantasmas e conquistava a Copa pela primeira vez.

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